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Revista Modern Drummer
Edu Ribeiro do Brasil para o Mundo
por:
Vlad Rocha e Abner Paul
colaboração:
Cristiano Rocha
Novembro 2009 - nº 84

Revista Modern Drummer - Nov 2009
"Nas rodas de músicos costuma-se dizer que a bateria é a "dona da casa" dentro do grupo - qualquer que seja o número de componentes. A este instrumento cabe "receber" os outros integrantes da banda, como bom anfitrião, e "conduzi-los" durante a música em questão.
O bom anfitrião te recebe com elegância, escuta e responde, tem um cardápio variado de assuntos, quitutes, bebidinhas, sabe quando falar, calar. O bom anfitrião faz você querer voltar sempre. Nada pior que ir a uma "festa" onde ninguém te dá a mínima, a comida é ruim, a bebida acaba...

No caso, "elegância" é a intimidade com o instrumento, as "horas de voo" do instrumentista, a técnica; "assuntos" se refere à harmonia, composição, arranjo, produção, gravação, ética, gentileza; "cardápio" à cultura musical e geral, ou seja, conhecer várias formas de música, do Brasil e do mundo, seja popular, erudita, ou qualquer outro rótulo que se queira dar (e não só sobre música - diga-se - saber sobre outros assuntos sempre acrescenta); "quitutes e bebidinhas" à criatividade que transforma toda a música com intenções e cores diferentes, e também aos sabores que identificam o cidadão e suas origens, sua cultura, sua geografia, sua história.
Mais que um exímio baterista, Edu Ribeiro é um grande anfitrião. Tenho uma admiração irrestrita por esse moço, que é capaz de me surpreender a cada vez que tocamos juntos. As "festas" na casa do Edu são sempre ótimas.

Além de excelente condutor - os sabores originais dos ritmos estão sempre presentes -, ele também sabe o momento exato de deixar o som voar, como no futebol na hora do lançamento - todo mundo esperando pra ver aonde aquela bola vai cair! (A palavra inglesa play quer dizer tocar, mas também quer dizer brincar). E seus solos têm sempre a ver com a melodia, o chorus, o tema, o assunto de que se está falando. Ele tem uma fluência e uma elegância enormes, uma variedade impressionante de assuntos, está sempre ouvindo o que você diz, faz comentários, se diverte, te surpreende, faz você tocar melhor, faz você querer tocar melhor.

Foto: Kristian Knack
O Edu toca para a música. Ah, como isso faz diferença! Certamente um virtuoso, ele não está preocupado em "parecer" virtuoso. Ele toca o que a música pede e vai aonde a música o leva. Ele pensa nisso, testa várias opções, aceita e melhora sugestões, está sempre aprendendo e ensinando.
O Edu afina os tom-tons no tom, escolhe os pratos para cada tema, sugere acordes, sugere formas diferentes, afinal "o divino mora nos detalhes", fica óbvio que ele adora o que faz, toca com e por paixão - e isso contagia os sons dos quais ele participa. Por isso tudo todo mundo quer tocar com ele.
É um dos bateristas mais requisitados, com razão e por merecimento.
Tocar com o Edu Ribeiro é um prazer e uma honra. Obrigada, menino." Léa Freire



www.musicabrasileira.org
Heloísa Fernandes "Candeias"
by:
Kees Schoof
September 2009

CD Candeias
Some four years ago I ended my review of Heloísa Fernandes' debut album Fruto (2004) with an impatient curiosity about the pianist's next project. It took a while, but the result even surpasses the high expectation that I dared to cherish in my musical wishes.

The pianist/composer from São Paulo (for biographical notes, please visit the review page of Fruto) didn't "just" record a follow-up. Heloísa Fernandes managed to deliver a masterful piece of music that was preceded by some serious research in Brazil's folkloric musical heritage. On the album Fruto it was easy to notice that the pianist combines a very personal style with warm influences from the rich Brazilian music tradition. It must be part of Heloísa Fernandes' talent, since she sublimated her interest in the roots of Brazilian music by a year of intensive studying. The basis of the study was the book "Melodias Registradas por Meios Não-Mecânicos" (Melodies Recorded by non-Mechanical Devices) by anthropologist Mário de Andrade, published in 1946. In that book De Andrade and his erudite research team transcribed during the period 1936-1938 no less than 570 folkloric songs from various parts of Brazil, creating a valuable source of basic Batuque, Cateretê, Caboclinho, Praiá and other folkloric rhythms and styles. The almost forgotten or unconventional conserved music was thus made available for further exploration. And that's exactly what Heloísa Fernandes pursued in her linked up project "Melodias do Brasil: Identidade e Transformação" in which she completely absorbed the anthropologic music and its historical atmosphere. It all served as an inspiration for Heloísa's compositions that we hear on Candeias. The album doesn't serve as a history class but more as a class in how history can form the basis of contemporary music. Music connects to people and people connect to their ancestors. This CD is the reflection of that.

Heloísa Fernandes
Heloísa chose to work with bassist Zeca Assumpção and percussionist Ari Colares, two musicians who were prominent present on Fruto as well. The three instrumentalists complement each other in a non competitive way, totally dedicated to the essence of the music they perform. The opening "Rebuliço" is a perfect example of this. The percussion can be interpreted as an enlightening illustration of the, at moments, dazzling but always melodic rhythmic forces Heloísa lays down, while the bass offers a restful guideline. Close listening unfolds part of this special magic between the musicians which makes it even more interesting to listen to the rest of the album; a perfect introduction! The majestic theme of "Catirinha" reflects the image of long forgotten dances. In a nostalgic way the pianist musically analyses every part of her composition for us, changing moods in an almost classical way. It's really amazing to hear how grateful music benefits from a perfect control of the instrument. It's the best way to describe the unique quality of Heloísa Fernandes' talent.



www.allaboutjazz.com
Candeias
by:
Raul d'Gama Rose
October 06, 2009

CD Candeias
The pursuit of art is ceaseless, firstly because the artist is—to use the Latin from whence it came and it reads thus: poeta nascitur non fit. Art is, as well, an exposition of life as it tumbles upon the world, this way and that. However, for the artist there is another raison d'être. The impulse to adorn, to make art—poetry, music, painting, and even architecture—is first revealed in the soul. Its nature is especially innate in the artist, so amorphous and elastic that it is difficult to predict the outcome. The artist then becomes inspired to channel the impulse and give his or her art form. This is quite a sojourn, especially where cultures collide and. like meteors. must be left sometimes to cool for hundreds of years.

Fortunately, artists and historians often are alter egos and sometimes make strange bedfellows—even if they lived years apart. Pianist Heloísa Fernandes lived almost five decades apart from Mario de Andrade, but on Candeias their lives intersect, and the music they love and seek to see comes alive in such a way as to preserve its history and origins, as well as put it in the context of today. De Andrade is a genius anthropologist, sociologist, poet and musician from Sao Paolo who led a historic expedition in 1938 to document the music of Afro Brazil and the Amerindians of Pernambuco, Parafba, Ceara, Piaui and Maranhao. Now Heloísa has followed his example, albeit spiritually and figuratively as well.

After immersing herself in De Andrade's documentation, for Candeias Fernandes chose some of the traditional forms and gave them rebirth. These musical forms—some of them worship songs and dances, others profane expressions of love for the spirits—are carried in the souls of Brazilian people. Fernandes gives them new life with superlative interpretations all her own. De Andrade's amazing musical documents formed the spirit of the songs so masterfully shape-shifted into a world where time and space have become one.

On these songs, Fernandes is joined by the masterful bassist, Zeca Assumpcao and the percussion colorist, Ari Colares. The musicians become interlopers from another time, but dropping in on charmed performances. Like A batuque, for instance, where the musicians are seduced by the hypnotic dance and render it ecstatically in "Rebulico." Other melodies are ruminative, —as in "Caitrinha"—, yet the dynamics of Fernandes' piano and Assumpçao's bass swirl so superbly that the dancers come to life as do whispering trees in the swishing of Colare' gourds and percussion.

"Antoninho" is a moving meditation intimating the interior worship of nature. Assumpçao's almost imperceptible con arco is tantalizingly beautiful. "Candeias" has an ethereal glow and advances with magisterially augmented harmonics. The inner rhythms of the melody are magically explored by piano, bass and percussion, individually and in unison. "Praias" brings the seminal drama of ancient harvest rites alive redolent in the sliding rhythms of old. "Andarilho" displays Fernandes' virtuosity with staggering effect.

Clearly, this is flawless work from a major new artist.

Track listing: Rebulico; Catirinha; Antoninho; Candeias; Praias; Andarilho (Improvisation).
Personnel: Heloísa Fernandes: piano; Zeca Assumpçao: acoustic bass; Ari Colares: percussion.
Style: Latin/World.


Revista Guitar Player - nº 162
Arismar do Espírito Santo
por:
Heverton Nascimento
Outubro de 2009

Arismar do Espírito Santo
São mais de 30 Anos "Quebrando tudo", como ele mesmo diz. O bom humor e a espontaneidade do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo afloram num bate papo da mesma maneira que em sua música, Ele toca guitarra e violão, contrabaixo, piano e bateria com extrema qualidade, como se cada um destes instrumentos fosse o único ao qual se dedica. Puro talento, com o qual já rodou o mundo acompanhando grandes nomes da música instrumental mundial ou como solista principal. Japão, Europa, Argentina, Uruguai, Estados Unidos e por aí vai.
Sempre para cima, Arismar passa a impressão de não haver "tempo ruim" para ele. E é verdade. Basta dar uma olhada na lista de nomes com quem já tocou: Hermeto Pascoal, Toninho Horta, César Camargo Mariano, Sebastião Tapajós, Jane Duboc, Raul de Souza, Hélio Delmiro, Roberto Sion, Dominguinhos, Dory Caymmi, Heraldo do Monte, Lenine, Joyce, Paquito D'Rivera, João Donato, Leny Andrade, Maurício Carrilho, Paulo Moura, Naná Vasconcelos, Roberto Menescal, Banda Mantiqueira, George Benson, entre muitos outros. Além disso, ele tem projetos em andamento como o álbum "Essa Maré", em que junto com o guitarrista Leonardo Amuedo, interpreta composições de Ivan Lins. Outra novidade é o tema "Santos x Corinthians", registrado com Thiago Espírito Santo (baixo) especialmente para o CD Guitar Payer 2009. A seguir Arismar fala de seus projetos e sua música.

Como surgiu a ideia desse trabalho com Leonardo Amuedo?
Eu conheci o som do Léo mas nunca havia tocado com ele, até que certa noite, no Drink Café, Rio de Janeiro, na gig do Paulinho Trompete, nós demos uma canja juntos. No dia seguinte, encontrei Rodrigo Villalobos, da Rob Digital, e conversamos do som legal que havia rolado. Ele comprou a ideia de gravarmos juntos.

Vocês decidiram tocar Ivan Lins porque Leonardo Amuedo é sideman dele?
O Léo toca com ele a dez anos, mas a decisão de gravarmos Ivan Lins foi sonora! Em nunhum momento recorremos a partituras, pois os temas soam como standards para nós.

Ivan Lins é muito respeitado e já foi gravado por vários nomes internacionais. A ideia foi fazer um registro diferenciado?
Não, a ideia foi fazer um som juntos! Os temas do Ivan são um brinde à música contemporânea.

Quem cuidou dos arranjos?
Eu e o Léo fizemos os arranjos. Criamos algumas introduções e finais, sempre respeitando o requinte e a beleza das músicas. O corpo do som, se formou no estúdio - ao vivo e em cores.

Como foi o trabalho de pré-produção? Vocês dois se encontraram ou fizeram as partes separadamente?
Não teve nada disso! Nós nos encontramos duas vezes para "bater uma bola" e escolher os temas. No estúdio foram três sessões.

Quais foram os equipamentos usados?
Usei um ótimo Giannini de sete cordas, minha Ibanez GB-10 de estimação e meu Fender Jazz Bass 1969 "velho de guerra". Numa das faixas, toquei um violão de cordas de aço do Léo, mas não lembro a marca. Uso cordas D'Addario e amplificadores AER.

Arismar e Thiago Espírito Santo
Ouça: Santos x Corinthians

Quais são seus outros projetos atuais?
Acordo cedo e toco o dia inteiro! Estudo bateria pela manhã assistindo ao José Trajano e Eduardo Monsanto na ESPN Brasil. Depois, toco guitarra e piano, além de ficar compondo ou testando sons. Os próximos projetos são o CD do Duo Espíritosanto, a gravação de um disco com Glauco Solter, Sérgio Coelho e Gabriel Grossi, com temas do Dorival Caymmi e um trabalho em parceria com Liliana Herrero, grande cantora argentina. Devo também ir ao Uruguai para participar de um projeto de música na rua, que reúne músicos de vários países. Vou ainda dar cursos de música em Itajaí, Curitiba e Cariri. Além, é claro, de tocar, tocar e tocar...

Você gravou a música Santos x Corinthians para o CD Guitar Player. Qual a idéia desse tema?
Sou santista e o Thiago é corintiano. Tocarmos juntos foi como se estivéssemos em um campo de futebol. Um jogo entre amigos: quando um ataca o outro defende. Sempre com muita energia, harmonia e sem qualquer rivalidade. Um verdadeiro clássico onde o espírito esportivo e criativo impera e quem ganha é o ouvinte.
O Thiago e eu começamos a gravar o trabalho do Duo Espíritosanto. O repertório tem de tudo: samba de gafieira, baião, xote, bolero com jeitão de balada... Já faz algum tempo que esse Duo tem se apresentado. O Thiago toca baixos de seis e quatro cordas, violão de seis cordas e guitarra. Toco violão de sete cordas, meu baixo Jazz Bass, guitarra e piano. Já temos cinco faixas gravadas e esperamos lançar até o fim do ano. Feliz é o homem que improvisa !



Arismar (ao centro) em Show de lançamento do disco "Essa Maré", no Sesc Vila Mariana.
A apresentação contou também com Proveta (clarinete) e Leonardo Amuedo (guitarra)
Fotos: Ení Cunha


O Estado de São Paulo - Caderno 2
As melodias e baquetas de Nenê para o século 21
por:
Lucas Nobile
09.09.09

Em Outono, compositor e baterista esbanja a sua renovação constante

Quando pequeno, em Porto Alegre, Nenê (Realcino Lima Filho) não pôde aprender a tocar bateria com o próprio instrumento. Como sua família não tinha dinheiro suficiente, ele aprendeu de uma maneira pouco convencional: colocava revistas sobre três cadeiras para batucar e usava o assoalho de madeira de sua casa como bumbo. Hoje, com 40 anos de carreira, e reconhecido por muitos como um dos maiores bateristas brasileiros de todos os tempos, Nenê lança seu 11º disco-solo.

Nas dez músicas de Outono, todas compostas por Nenê nos últimos cinco meses, o baterista é acompanhado por Alberto Lucas, no contrabaixo acústico, e Irio Junior, no piano. O tempo extenso das faixas passa longe de ser cansativo. Mesmo no tema mais longo, Lindolfo, com mais de dez minutos, o que se notam são linhas melódicas expressivas e belas, com improvisos que superam o mero exibicionismo da técnica, transmitindo emoção a quem ouve. É o fino do instrumental.

Mesmo com a formação jazzística do trio, Nenê optou por trabalhar de maneira original sons genuínos do País. “É um disco de música brasileira do século 21. Eu tive influências de bateristas, como Milton Banana e Edison Machado, e compositores como Tom Jobim e Villa-Lobos, mas tento fazer como o Mário de Andrade, assimilar tudo e fazer algo diferente do que foi e está sendo feito pelos outros”, diz Nenê.

Essa busca infinita pela renovação, ele aprendeu com seu “professor” Hermeto Pascoal, com quem tocou por mais de dez anos. Foi o compositor e multi-instrumentista alagoano que apresentou Nenê a um novo universo, comum a infinidade de ritmos brasileiros do Nordeste. Dedicado, o baterista anotava as novidades aprendidas com Hermeto em um caderno para não esquecer. Anos depois, já trazia na bagagem gravações e participações em discos e shows com o próprio Hermeto, como no antológico Ao Vivo em Montreaux (1979), com Egberto Gismonti, em Sanfona (1981), Milton Nascimento, em Clube da Esquina 2 (1978), e Elis Regina, em Falso Brilhante (1976).

Nenê toca com o seu trio no Jazznos Fundos, em São Paulo, no próximo dia 17/09/2009. Atualmente, ele vive um período criativo extremamente fértil. Mesmo com Outono recém-lançado, Nenê já tem seis novas composições, que devem ser lançadas em 2010. “Sempre tenho músicas guardadas. É bom, pois tenho tempo para lapidar cada uma e, quando me ligam para gravar, é só ligar a máquina”, diz Nenê. • www.nene.art.br


Melodias do Brasil - Identidade e Transformação

Candeias - Heloísa Fernandes
Um projeto da compositora e pianista Heloísa Fernandes, patrocinado e viabilizado pela Petrobras, produziu um disco de novas composições e seis concertos no Brasil com o novo repertório.

As raízes da música brasileira estão entre as mais profundas e férteis fontes de cultura do mundo. Compositores como Heitor Villa-Lobos recorreram a elas como fonte inspiradora e pesquisadores como Mário de Andrade documentaram-nas, disponibilizando-as para gerações de compositores vindouras. Heloísa Fernandes é um desses compositores.

O trabalho de Heloísa já vinha sendo nutrido pelas raízes da música brasileira, como se ouve em seu primeiro CD, Fruto. Com um aguçado senso de modernidade e vitalidade rítmica, ela criou uma obra que causou surpresa tanto no Brasil como no exterior: os críticos aplaudiram a chegada de uma voz brasileira nova e original.

No entanto, a intuição conduziu-a a pesquisas ainda mais profundas sobre as raízes musicais de seu país; para isso, ela voltou-se ao trabalho de Mário de Andrade e colaboradores. Andrade acreditava que os compositores brasileiros poderiam encontrar a alma do Brasil nas melodias de sua gente, e que estas melodias poderiam inspirar a criação de novos trabalhos. De 1936 a 1938, ele e seus colaboradores pesquisaram melodias de todas as fontes disponíveis e as transcreveram em papel, pois não havia equipamentos de gravação disponíveis. Em 1946 foi publicado Melodias Registradas por Meios Não-Mecânicos, um livro de 570 melodias que foi o primeiro material editado sobre folclore no Brasil. O livro trazia candomblé, maracatu, cateretê, samba, toada e muito mais.

Para a fase seguinte de seu trabalho de composição, Heloísa organizou o projeto Melodias do Brasil, Identidade e Transformação. Ao longo dos doze meses que se seguiram, ela estudou a pesquisa de Andrade e colaboradores - analisando seus comentários, tocando suas transcrições de melodias e explorando uma ampla gama de outros arquivos folclóricos brasileiros. Deste processo ficou uma apreciação ainda maior pela força visceral, transformadora e diversa inerente ao folclore de seu país. De Melodias Registradas ela elegeu um grupo de melodias para servir de essência para composições novas. Sua transformação em obras originais mais uma vez surpreenderá as pessoas, pois não são típicas do modo como o folclore brasileiro costuma ser tratado pelos músicos contemporâneos: em vez de reproduzir cores, pulsação e ritmos fortes, Heloísa criou um mundo delicado e introspectivo.

Arranjado, executado e gravado com os colegas Zeca Assumpção (baixo) e Ari Colares (percussão), esta coleção está sendo lançada no CD Candeias e apresentada pelo trio em seis apresentações no Brasil de agosto a setembro. O violeiro e compositor Ivan Vilela ofereceu refexões sobre a música no encarte do CD ilustrado por seu sobrinho, Fernando Vilela.

Heloísa emergiu desses doze meses de estudo intenso e solitário com uma importante contribuição à música brasileira e um desejo revigorado de continuar compondo. Ela espera ter-se mantido fel ao objetivo de Mário de Andrade - que as melodias por ele documentadas tenham servido como catalisadoras de expressão musical original - e ao seu próprio objetivo - expressar os sentimentos que mais profundamente a tocam.


www.myspace.com/heloisafernandes
International Management
Michael Grofsorean / Musica Extraordinaria
+1.734.668.1526 -



www.mognomusic.com
CD "Bela Vista" - Henri Greindl & friends
2009

Henri Greindl's guitar has travelled from the sounds of European jazz to the beaches of Brazil with a stop over in laid back California. His compositions are memories of these different stylistic influences or musical ports visited. This is a collection of some fifteen tunes that have been recorded in Belgium and in the Brazilian cities of Sao Paulo and Fortaleza, with some of the best musicians from the local scenes:
Daniel Stokart, Heriberto Porto, Léa Freire, Pierre Bernard, Pedro Simão, Italo Almeida, Weber Iago, Miqueias Dos Santos, Théo De Jong, Zeli, Caito Marcondes, Edu Ribeiro, Luc Vanden Bosch, Luizinho Duarte.

Dia 11/08 terça feira às 22:30h - O Grupo “Conexão Belga”
apresenta o CD "Bela Vista" de Henri Greindl & friends

Onde: Ao Vivo Music
Rua Inhambu, 229, Moema - São Paulo SP
Telefone: (11) 5052.0072 / 5531.8398
www.aovivomusic.com.br
www.myspace.com/henrigreindl
www.mognomusic.com/english/cds/j032.html
Músicos: Henri Greindl (guitarra e violão); Teco Cardoso (sax soprano e flauta); Vitor Alcântara (sax alto e flauta); Zeli Silva (contrabaixo); Caito Marcondes (percussão); Mario Gaiotto (bateria)


www.ziriguidum.com
Paulo Freire junta música e prosa do sertão
por:
Beto Feitosa
06.07.09

Novo trabalho do violeiro traz contos e músicas inspiradas em lendas brasileiras

Paulo Freire
Foto: Isabela Senatore Dias
Conhecido violeiro, Paulo Freire junta dois talentos em seu novo trabalho. Nuá - as músicas dos mitos brasileiros é uma obra que mistura música e literatura. Editados juntos, livro e CD se completam. Paulo Freire compôs melodias inspiradas para doze lendas brasileiras e trata de registrar a seu modo. Produção independente, o livro/CD tem patrocínio da Petrobrás e distribuição da Tratore.

O livro é delicioso, flui com uma linguagem coloquial a prosa envolvente. Paulo se revela um grande contador de causos, levantando mitos do folclore e da mata brasileira. Apaixonado pela literatura sertaneja de Guimarães Rosa a ponto de ter se mudado para Urucuia no sertão mineiro, Paulo Freire une a sua prosa as modas de viola. Cada lenda contada ganha uma trilha sonora composta por ele especialmente para a história.

A leveza de sua música traz jóias valiosas em sua simplicidade. Além do próprio Paulo passam pelo CD arranjos assinados por Nailor Proveta, Bocato, Léa Freire, Paulo Braga, Nenê, Ronaldo Saggioraro, Toninho Ferragutti, Valéria Bittar, Luiz Fiaminghi, Tuco Freire e músicos do grupo Sonax. Os créditos revelam também um time estrelar de músicos, ornando uma música rica em diversos ritmos populares e na tradição da viola.

Com climas e nuances, Paulo Freire traz em sua música uma delicada relação com o texto. Percorrendo caminhos incomuns e utilizando instrumentos pouco convencionais, o violeiro traduz em música as doze histórias que conta com humor e grande dose de absurdo. Mas quem há de negar a realidade de uma história folclórica? Histórias que sobrevivem na tradição oral ganham nova e divertida releitura em prosa e música. Que se misturam, se encontram. Mas que também têm fôlego para existir independente.

Enquanto os projetos mirabolantes inventam cruzamentos de mídias eletrônicas, Paulo Freire mergulha fundo na alma brasileira. Sua arte é rica e traz a verdadeira música do sertão, tão distorcida na mídia brasileira. Paulo Freire levanta a bandeira da cultura e mostra que o regional é rico, valioso como um rubi vermelho encontrado no meio de um rio. Boa música e dois dedos de prosa fazem de Nuá uma obra de arte antológica.


Jornal do Brasil
Emérito Contador Causos
por:
Tárik de Souza
RJ, 03.07.09

EMÉRITO CONTADOR de causos, o violeiro Paulo Freire mostra dias 10 e 11 de Julho, na sala Baden Powell, o livro/CD Nuá - As músicas dos mitos brasileiros. Entre eles, A dança dos Tangarás, Cabeça Voadora, Serpente emplumada, Teiú do jaraú e Curipira, contados e musicados por Paulo ao lado de outras feras, de Nailor Proveta, Bocato, Léa Freire, Nenê e Toninho Ferrahgutti.


www.diariodopara.com.br
Kiko Farkas assina a arte de capa
por:
Edgar Augusto
Belém, 02.07.09

Violeiro Paulo Freire lança Livro-CD. O sétimo disco do violeiro e compositor Paulo Freire tem o patrocínio da Petrobras e mostra doze temas instrumentais baseados em mitos populares. Sua edição prima pelo luxo. Para que se tenha uma ideia, vem em forma de Livro-CD. É que, também bom escritor, Freire escreveu algumas estórias sobre os mitos, coisas como "Serpente emplumada", "Cunhado de lobisomem" e "A dança dos tangarás".

Posteriormente as musicou para o álbum nas companhias de Nailor Proveta, Bocato, Lea Freire e Toninho Ferragutti. Como resultado, obteve uma festa da melhor música brasileira instrumental / regionalista, até porque também embarcaram, na mesma viagem, Toninho Carrasqueira, Walmir Gil, François de Lima, André Mehmari e Guello. A luxuosa apresentação do lançamento pode até inibir um pouco sua procura. Livros-CDs, afinal, não estão nas prateleiras das lojas todos os dias. Mas o preço que vem sendo pedido não subiu. Tentem achá-lo.


O Estado de São Paulo - Caderno 2
Paulo Freire transforma mitos brasileiros em som
por: Lauro Lisboa Garcia
01.07.2009

Com shows hoje (01/07) e amanhã (02/07), violeiro lança o livro e CD Nuá, que tem Bocato, Léa e Tuco Freire, Proveta, Toninho Ferragutti, André Mehmari e outros convidados

Paulo Freire
Foto: Valéria Gonçalves /AE
“Vai ouvindo.” É assim que o violeiro Paulo Freire costuma chamar a atenção do interlocutor em partes-chave dos causos que conta. O bordão é também o nome do selo pelo qual vem editando seus discos. O mais recente é NuáAs Músicas dos Mitos Brasileiros, CD e livro que ele lança com dois shows hoje (01/07) e amanhã (02/07) no Sesc Consolação. Bom de música, de escrita e de contação de história, Freire une as três coisas com maestria. Esta não é sua primeira experiência na área. O Canto dos Passos (1988), o primeiro de seus seis livros, foi o que abriu espaço para a música, como elemesmo diz em seu site (www.paulofreire. com.br). Zé Quinha e Zé Cão (1993) e Lambe-Lambe (2000) tinham suas trilhas sonoras correspondentes. O CD Vai Ouvindo (2003) foi todo composto sobre referências literárias.“ Sempre me interessei pela mitologia brasileira. Desde que comecei a tocar viola sempre busquei essas histórias, não de uma forma profissional,mas por gosto mesmo”, diz o paulistano Freire. Léa Freire assina os arranjos de quatro faixas, as outras nove são distribuídas entre o próprio Freire, Bocato, Nailor Proveta, Paulo Braga, Toninho Ferragutti, Tuco Freire, o grupoSonax, que trabalha com “esculturas sonoras”, e outros. Além deles, participam como instrumentistas André Mehmari, Nenê, Teco Cardoso, Mané Silveira, Toninho Carrasqueira, Luiz Guello, Rubinho Antunes, Walmir Gil e outros mais. É um desfile de feras para acompanhar os ponteios da viola de Freire e dar vazão a altos voos instrumentais. Nuá, como diz a antropóloga Betty Mindlin no posfácio do livro, é uma “viagem” divertida, que se caracteriza “pela malandragem, pelo prazer com o corpo e a sexualidade”. Explica-se. Em todo lugar por onde Freire passou, ouviu essas histórias que adaptou sempre acompanhadas de tiradas de humor e sacanagem. “Tem a versão dos mitos que contam para crianças, que não entram nesses detalhes”, explica. O pau com que o Curupira bate nos detratores da natureza é o próprio órgão sexual dele. Curupira, aliás, é uma das faixas mais, digamos, experimentais do CD e tem arranjo de Bocato, que, segundo Freire, é a cara do personagem. “O Curupira é bravo, doido, anda pra frente mas tem os pés virados para trás. Bocato tem a coisa da tradição, mas tem sempre olhado para a frente”, compara. “A Dança dos Tangarás tinha de ser para o Proveta, é passarinho. As coisas mais delicadas ficaram com a Léa (O Segredo das Veredas, Lagoa Encantada, Nuá e Fogoso). Paulo Braga gosta muito de cachorro, então dei pra ele arranjar Cunhado de Lobisomem.” Freire diz que procurou criar músicas mais simples até do que nos outros discos. Mas não fez um álbum tradicional de gêneros comuns à viola caipira, que toca em todas as faixas. Ele que já levou a viola ao rock em Vai Ouvindo, compôs em Nuá temas que têm a ver com os ritmos característicos de cada região onde ouviu cada história. A música veio junto com elas. Teiú do Jarau veio do Rio Grande do Sul, ele então tentou fazer uma milonga. O coco de viola, que é mais do Nordeste, aparece em Serpente Emplumada. No show ele vai contar algumas histórias inteiras, outras em resumo, e tocar oito faixas do CD. Freire diz que fica em dúvida se essa forma de juntar música com literatura faz muito sentido comercialmente. “As pessoas reclamammuito, desde lojista até o pessoal da imprensa, que uma coisa atrapalha a outra. Mas não consigo desvencilhar uma coisa da outra.”


O Estado de São Paulo - Caderno 2
Proveta mostra o passado e o futuro de um instrumento
por: Francisco Quinteiro Pires
01.07.2009

Saxofone Brasileiro registra os múltiplos papéis de um novato
na história musical

Nailor "Proveta" Azevedo
Quem É Você? é o nome de um choro menos conhecido de Pixinguinha. Quem é você? é a pergunta de Nailor Proveta a um jovem instrumento de sopro, da família das madeiras, que aportou no Brasil, difundindo-se no começo do século passado. A resposta à interrogação está em Saxofone Brasileiro (Acari, R$ 25).“Um trabalho de preservação da música brasileira: ao mesmo tempo que aponta novos caminhos, ele não pretende mudar nada da tradição”, diz o clarinetista e saxofonista Proveta, há 40 anos no ramo. A ideia do projeto nasceu do contato de Proveta com os violonistas Mauricio Carrilho e Paulo Aragão. Durante um ano, debateram à exaustão o “conceito” do disco, gravado em duas semanas, com a participação de cerca de 30 músicos, entre os quais Cristóvão Bastos (piano), Luciana Rabello (cavaco) e Sizão Machado (contrabaixo). O segredo, diz Proveta, mora no equilíbrio: o choro exige a precisão da música erudita e a malandragem da música popular. “Equilibrar essa concepção – ter controle, mas sem asfixiar o humor –, dando espaço a cada instrumento, e não só ao saxofone, foi uma loucura”, diz. “Tem faixas em que atuam mais de dez músicos, e achar um lugar para cada um foi mesmo desafiador.” Segundo o saxofonista nascido em Leme, no interior do Estado, as formações mais enxutas podem sugerir “certezas mecânicas” às interpretações. O negócio foi experimentar novos caminhos, dados por instrumentação que as composições não previam. No CD, Proveta toca três tipos de sax: soprano, alto e tenor. E cria diferentes formações: banda, regional, coreto e música de câmara. A intenção é mostrar as funções do saxofone na música instrumental brasileira: do solista ao acompanhante. Quem É Você? é a primeira das 12 faixas. Apresenta Pixinguinha (1897-1973), sax tenor que tornou clássicos os contracantos no choro e elo entre solistas e instrumentos de corda. Um dos primeiros a trazer os ax para o choro, Anacleto de Medeiros (1866-1907) aparece em Implorando, um cschottisch. Proveta chamou Luís Americano (1900-1960), autor de Linda Érika, e Ratinho, autor de Saxofone, Por Que Choras?, ambos tocadores de sax alto, para mostrar a característica solista do instrumento, inventado pelo belga Adolphe Sax, nos anos 1840, e cujo timbre mais se assemelha ao da voz humana. Na execução de Ternura, choro de K-Ximbinho, apelido do potiguar Sebastião de Barros (1917-1980), Proveta fez um regional e um coreto dialogarem. Duas composições, Stanatse Moacirsantosiana 5, lembram o pernambucano Moacir Santos (1924-2006). Gravada por Sizão Machado em 2001, a primeira é a homenagem de Moacir ao saxofonista americano Stan Getz. Ela foi arranjada por Proveta a pedido do próprio maestro, quando daprodução de OuroNegro (2001). Ganhando a primeira gravação, a segunda é parte das 16 Moacirsantosianas, compostas por Mauricio Carrilho. O CD contempla o trabalho de não saxofonistas: César Guerra-Peixe (Inclemência), Radamés Gnattali (Caminho da Saudade), Cristóvão Bastos e Paulinho da Viola (Não Me Digas Não). Proveta apresenta duas composições de sua lavra: Choro e Divertimento e Choro de Uma Valsa.


blogdomauroferreira.blogspot.com
Mitos Brasileiros inspiram violeiro a criar "Nuá"
por:
Mauro Ferreira
RJ 28.06.09

Reza a lenda que - além de um virtuoso violeiro - Paulo Freire é também exímio contador de causos. Dozes deles, todos recolhidos do rico folclore nacional, inspiraram o músico a compor os temas instrumentais que formam o repertório de Nuá - As Músicas dos Mitos Brasileiros.
Editado no formato de livro, no qual foi encartado o CD, Nuá tem edição viabilizada pelo selo Vai Ouvindo, do próprio Paulo Freire, e distribuída nas lojas pela Tratore. O livro traz o relato dos doze causos - Cunhado de Lobisomem, Curupira, Dona do Capeta, Serpente Emplumada e Cabeça Voadora, entre outros - que motivaram as composições dos temas, arranjados por nomes como Nailor Proveta, Bocato e Léa Freire. Nuá inclui também comentários da antropóloga Betty Mindline ilustrações de Kiko Farkas. Patrocinado pela Petrobrás, Nuá já é o sétimo álbum da discografia do violeiro Paulo Freire e o preço do CD-livro é R$ 22.


www.blogacordes.blogspot.com
Mitologia do Som
por:
Toninho Spessoto
27.06.09

O violeiro e compositor Paulo Freire lança seu sétimo álbum, Nuá "As Músicas dos Mitos Brasileiros", que traz dose composições do músico criadas a partir de lendas por ele recolhidas em suas muitas viagens pelo Brasil. São melodias primorosas em que se destaca sobretudo a perícia de Paulo Freire na viola.

O CD tem arranjos de, entre outros, Léa Freire, Naylor "Proveta" Azevedo, Bocato, Paulo Braga e Toninho Ferragutti. Entre os músicos estão André Mehmari (piano), Guello (percussão), Toninho Carrasqueira (flauta) e Adriano Busko (bateria). Entre os temas A Dança dos Tangarás, O Segredo das Veredas, Cabeça Voadora, Fogoso e Dança do Capeta. O CD vem encartado em um livro
no qual Paulo Freire retrata, em narrativas saborosas, como teve contato com cada uma das lendas. Vale a pena conhecer.
Distribuição da Tratore: www.tratore.com.br - Site: www.paulofreire.com.br


www.nacabeca.com.br
Quinteto Vento em Madeira
por:
redação
Abril 2009

Léa Freire e Teco Cardoso têm uma parceria musical duradoura e produtiva, iniciada nos anos 70 no CLAM (escola de música do Zimbo Trio), que já rendeu vários frutos. Entre eles, os mais importantes são o CD Quinteto, resultante da turnê do primeiro CD de Teco, Meu Brasil (1997); CD Cartas Brasileiras (2007) de Léa Freire, com Teco como produtor musical e o álbum Waterbikes (2008) gravado na Dinamarca com o renomado pianista Thomas Clausen, com elogiosas críticas da imprensa. Além disso, Teco com o Núcleo Contemporâneo e Léa com o seu Maritaca se envolveram na criação de selos independentes, dedicados ao músico e à música brasileira. O show tem participação especial da cantora Mônica Salmaso, que desde sempre esteve ligada a Teco e Léa.

O álbum Cartas Brasileiras acabou tornando-se um panorama da Música Instrumental Paulista Contemporânea, envolvendo mais de sessenta músicos em diversas formações, desde duo de voz e piano a Orquestra Sinfônica completa. Para abrir o CD, foi escolhida a a composição Vento em Madeira, que nos leva a um verdadeiro passeio pelo Brasil. Ficou um desafio: como transpor as novas composições, arranjos e orquestrações para uma formação com menos músicos, mas com as mesmas características?
Nasceu o quinteto Vento em Madeira, formado pelo piano elegante de Tiago Costa, que contribui como compositor e arranjador; o contrabaixo preciso, fundamental e londrino de Fernando Demarco, que retorna ao Brasil após longa temporada morando na Europa; a bateria/percussão polirrítmica e criativa de Edu Ribeiro, que também contribui com composições. São essas madeiras que sentem o vento das flautas de Léa, dos saxes e flautas de Teco, ambos também compositores do projeto. O grupo revisita e homenageia mestres como Moacir Santos (Samba di Amante) e Nelson Cavaquinho/Amâncio Cardoso (Luz Negra).
O Vento em Madeira quer fazer uma música popular e erudita, improvisada e estruturada, um tanto camerística mas com um pouco/bastante das ruas. Algo de aldeia e de global que, ao mesmo tempo em que valoriza nossa tradição vinda do século passado, aponta para um futuro em que atenção, concentração e responsabilidades serão requeridas.
"Encontro de uma invisível e poderosa força como a do vento, atemporal, imaterial, com a sólida e enraizada estrutura da matéria/madeira que também o recicla e reoxigena, Yin/Yang, consonâncias e dissonâncias, vento e madeira".

Formação: Lea Freire (flauta), Teco Cardoso (sax e flauta), Tiago Costa (piano), Fernando Demarco (contrabaixo) e Edu Ribeiro (bateria). Participação especial: Mônica Salmaso

Dia 3 de maio, domingo, às 19h
Ingresso: R$ 30,00 | R$ 15,00
Estabelecimento: Auditório Ibirapuera
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2 do Parque do Ibirapuera
Bairro: Ibirapuera - Cidade: São Paulo SP
Tel.: (11) 3629-1014 / (11) 3629-1075


www.ejazz.com.br
Agenda São Paulo
por:
Redação
09.04.09

Quinteto Léa Freire e Teco Cardoso - Vento em Madeira
Participação especial: Mônica Salmaso

Mônica Salmaso
Participação especial: Mônica Salmaso
Quando: 15 e 22 de Abril 2009


Formação: Léa Freire (flauta) Teco Cardoso (sax e flauta) Tiago Costa (piano) Fernando Demarco (contrabaixo) Edu Ribeiro (bateria).

Local: Tom Jazz
Av. Angélica, 2331 - Higienópolis - São Paulo SP




Jazz Station - Arnaldo DeSouteiro's Blog
CD of the Day - "Léa Freire: Cartas Brasileiras"
por:
Arnaldo DeSouteiro
28.02.2009

Léa Freire: "Cartas Brasileiras" (Maritaca) 2006

Sublime self-produced album by flutist/arranger/composer Léa Freire for her own Maritaca label. Surrounded by a stellar cast of musicians (including Gil Jardim, Paulo Bellinati, François de Lima, Paulo Braga, Daniel D'Alcântara, Teco Cardoso, Proveta, Edu Ribeiro, André Mehmari, Sylvio Mazzuca Jr. and the late Mozar Terra, amongst others), Léa offers a stunning collection of sumptuous pieces in chamber-jazz and symphonic moods. I can't find enough words to describe the beauty of this album, one of the best CDs of this century. I can't believe it took me three years to discover such a joyous masterpiece... Now, YOU deserve this experience!


Jazz Station - Arnaldo DeSouteiro's Blog
CD of the Day - "Vinicius Dorin: Revoada"
por:
Arnaldo DeSouteiro
27.02.2009

Vinicius Dorin: "Revoada" (Maritaca) 2004

One of Brazil's top reedmen, Dorin offers an impressive solo outing, with great contributions by Írio Jr. (on Fender Rhodes), Fernando Corrêa (guitar), Enéias Xavier (bass) and Nenê (drums), plus special guests Hermeto Pascoal (piano & percussion on "Viniciando"), Arismar do Espírito Santo (acoustic guitar on a haunting version of Baden Powell's "Violão Vadio") and André Marques (piano in some tracks and the author of "Serpente").
Dorin's originals are intrincate and challenging tunes. A former member of Pascoal's band, he plays flutes, soprano, alto & tenor sax on this impeccable set. I had the honor to record with Dorin on an album I produced for pianist Edu Toledo, and I can't wait to see it finally released.


Diário do Nordeste
Quinteto à brasileira
por:
Henrique Nunes
Fortaleza, 16.02.09

Maritaca Quintet: desfalcado aqui do saxofonista (e fotógrafo) Teco Cardoso,
em conexão Sampa-Copenhagen

Maritaca Quintet - Dinamarca
Léa Freire (flautas), Teco Cardoso (saxes), Fernando de Marco (baixo) e Afonso Correa (bateria) encontraram no pianista e arranjador dinamarquês Thomas Clausen (16 discos gravados, tocou com Miles Davis, Chet Baker e outros craques) o parceiro para formar há três anos o Maritaca Quintet, alusão à gravadora de Léa. O pianista pirou ouvindo o choro de Maurício Carrilho e Nailor Proveta em Copenhagen e se uniu ao baixista e ao baterista no Brazilian Trio. Em nove anos, Clausen se aproximou cada vez mais da música brasileira, até que veio ao Brasil e conheceu Léa e Teco. Os dois foram levados para a Dinamarca, onde gravaram este ´Waterbikes´, disponível por aqui desde meados de 2008.

São três composições de Léa, cinco de Clausen e mais as releituras de ´Chega de Saudade´ e ´Retrato em Branco e Preto´. O belo encarte perde dois registros: ´Choro´ e ´If you wish´, momentos criativos um tanto díspares, em favor do jazz. Felizmente, ninguém precisa se preocupar, as bicicletas aquáticas que podem representar a imponderabilidade deste encontro circulam com a mesma naturalidade jazzística no ´Samba do Gui-Gui´, de Léa, ou em ´Cultura´, um maracatu sincopado e sofisticado ao samba, de Thomas. Temas enriquecidos pela identidade brasileira e pelo talento de todos. E tem ainda outras bossas, às vezes em um piano elétrico que tem mais cara de samba-jazz, muito jazz: da bossa novíssima ´Rabisco´ (dela) ao deliciosamente discreto ´Alegria´ (dele). Dá pra pedir um ´Bis a Bis´, atendendo à sugestão do choro de Léa. E esperar no festival...


www.parana-online.com.br
Encerrada 27ª Oficina de Música de Curitiba
por:
Leonardo Coleto
28.01.2009

Tibô Delor
A sonoridade grave do contrabaixo acústico marcou o concerto que comemorou o término da 27.ª Oficina de Música de Curitiba, que, durante 22 dias, movimentou a capital com uma programação intensa de shows e concertos, participação de 118 professores do Brasil e exterior, e mais de 1.400 alunos.

De acordo com a diretora geral da 27.ª Oficina de Música de Curitiba, Janete Andrade, a receptividade do público demonstra que o resultado foi bastante positivo.

A participação do público foi excelente, os shows foram muito elogiados. Tivemos muitas programações simultâneas, e mesmo assim os espetáculos estiveram sempre lotados”, diz.

Para o presidente da Fundação Cultural, Paulino Viapiana, a oficina é um dos eventos musicais mais importantes do País. Ele destaca que a organização da próxima edição começa imediatamente.

“A direção do festival está atenta às novidades do universo musical. Buscar parcerias com outros festivais internacionais e ampliar as atividades da oficina junto à comunidade dos núcleos regionais de Curitiba também estão entre os projetos para janeiro de 2010”, adianta.

No repertório das apresentações do concerto de ontem, estavam obras de vários segmentos da MPB. Através das músicas, alunos e professores puderam apresentar parte do trabalho que foi realizado durante as aulas bem como a evolução de seus talentos musicais.

A apresentação com os músicos da segunda fase da oficina contou ainda com performances de alunos de viola caipira, piano, flauta, choro, conjunto instrumental, trombones e fandango.

Tibô e Leonardo Delor
Segundo o professor Tibô Delor, que ministrou aulas de contrabaixo acústico durante a oficina, a participação dos alunos no concerto de ontem foi a comprovação de um grande desafio vencido pelos jovens músicos.

Improvisar com o arco de corda no contrabaixo não é moleza, é algo muito difícil. Literalmente os coloquei na fogueira com essa apresentação, mas como bons músicos, eles souberam administrar a pressão e fizeram um belíssimo concerto hoje (28/01)”, afirma o professor após apresentação de sua turma.

O gosto pelos instrumentos musicais está no sangue da família Delor. Aos 12 anos de idade, Leonard Delor, filho do professor, diz que é um grande fã da música popular brasileira (MPB). “Já me apresentei em Capinas e São Paulo, a MPB e a música erudita são as minhas favoritas, sempre estão no meu repertório”, conta o jovem músico.

Dentre as novidades desta edição estiveram vários professores estrangeiros que participaram do festival pela primeira vez: Bruno Borralhinho (Portugal), Laura Ruiz Ferreres (Espanha), Pierre Dutot (França), Marian Sobula (Polônia), Jacques Ogg (Holanda), Gabriele Mirabassi (Itália) e Nicola Krassic (França). Muitos brasileiros também estrearam como professores na oficina, entre eles Isaac Duarte, Fábio Cury, Alessandro Penezzi e Thiago do Espírito Santo.


www.oficinademusica.org.br
Flauta e piano unidos em show da Oficina de Música
por:
Assessoria de Imprensa
Fundação Cultural de Curitiba

Curitiba 19.01.2009

Léa Freire - foto: Lucilia Guimarães
Nesta terça-feira (20.01.09), às 21h, sobem ao palco do Teatro da Reitoria a flautista Léa Freire e a pianista Heloisa Fernandes. Professoras da fase de MPB da 27ª Oficina de Música de Curitiba, as instrumentistas executam um repertório de composições próprias, levando ao público um pouco da produção que as coloca entre os nomes mais importantes da música brasileira.
Com uma carreira de sucesso, a flautista e compositora Léa Freire ouviu desde cedo os eruditos brasileiros, entre eles Guarnieri, Villa-Lobos, Radamés Gnatalli e Souza Lima, durante seus estudos de piano, quando também conheceu a obra de Bach, Debussy e muitos outros autores estrangeiros. Também se interessou pelo rock and roll e depois pelo jazz, passando pela bossa nova e pelo choro, conhecendo os caminhos dos vários ritmos brasileiros. Agora começa uma nova etapa: a de unir o popular ao erudito, o formalismo à improvisação, com sotaque brasileiro.
A instrumentista já tocou com muita gente, como Alaíde Costa, Filó Machado, Nelson Ayres, Marlui Miranda, Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Yamandu Costa, Evandro (bandolim), Rosinha de Valença, Arrigo Barnabé, Itiberê Zwarg, Nenê, Nailor “Proveta” Azevedo, Nico Assumpção, Elton Medeiros, Manezinho da Flauta, Guilherme Vergueiro, Michel Freidenson, Thomas Clausen, Leny de Andrade, Bocato, Guello, Mozar Terra e muitos outros representantes das mais diversas tendências musicais.
Léa lançou seu primeiro CD, “Ninhal”, em 1997 e, no ano seguinte, passou a integrar o grupo de Teco Cardoso, com o qual fez várias apresentações, no Brasil e no exterior. Em 2005 lançou os CDs “Antologia da Canção Brasileira – vol. 1” e “Antologia da Canção Brasileira – vol. 2”, em parceria com o trombonista Bocato, pelos quais recebeu cinco indicações da imprensa como melhor CD do ano e também como melhor show.

Heloisa Fernandes
Erudita e popular – A pianista e compositora Heloisa Fernandes iniciou seus estudos musicais aos cinco anos, tendo como professores Paulo Bérgamo, Paulo Gori e Gilberto Tineti, graduando-se em Piano pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Depois, ampliou seus conhecimentos estudando composição, harmonia, orquestração e regência de orquestra no Centro de Estudos Tom Jobim, com os maestros Luiz Fernando Machetti e Roberto Faria.
Atuou na música erudita como pianista em diversos recitais, integrando formações camerísticas na Orquestra Jovem do Estado. Paralelamente, desenvolve projetos ligados à música popular instrumental brasileira. Em 2001, participou do Prêmio Visa para instrumentistas, sendo uma das cinco finalistas. Ao lado do percussionista Ari Colares, desenvolve um duo que tem em seu repertório músicas étnicas, religiosas e da cultura genuinamente popular, além de composições próprias.
Com o músico Benjamim Taubkin, participou do projeto “Pianos em Duo” e também atuou em programas de música instrumental, em parceria com Caíto Marcondes e Teco Cardoso. Em 2004, Heloisa lançou seu primeiro CD, “Fruto”, em trabalho autoral que também inclui arranjos para temas de Pixinguinha e Caetano Veloso. O título da gravação se justifica na procura de formas e texturas que descrevem não só a unidade musical, mas também toda a carga imaginária, abstrata e emotiva que a música carrega.

27ª Oficina de Música de Curitiba
Espetáculo com Léa Freire (flauta) e Heloisa Fernandes (piano)
Local: Teatro da Reitoria (Rua XV de Novembro, 1.299)
Data e horário: 20 de janeiro de 2009 (terça-feira), às 21h
Ingressos: R$10 ou R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível)
gratuito para alunos da Oficina

As fotos da Oficina de Música estão disponíveis no endereço:
http://www.flickr.com/photos/oficinademusicadecuritiba_2009
Outras informações estão disponíveis nos sites:
www.oficinademusica.org.br
www.fccdigital.com.br
http://oficinademusicadecuritiba.blogspot.com
http://twitter.com/oficinademusica
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=74808357
http://www.youtube.com/oficinademusicacwb



Convidados do Show de Léa Freire e Heloísa Fernandes: Tibo Delor, Gabriele Mirabassi e Roberta Valente

Fotos: Lucilia Guimarães


zemaribeiro.blogspot.com
Brasil e Dinamarca, um Clássico da Música
por:
Zema Ribeiro
Tribuna do Nordeste
18.01.2008

Formado por um dinamarquês e quatro brasileiros, o Maritaca Quintet lança Waterbikes, inspirado disco instrumental.

O pianista dinamarquês Thomas Clausen é sinônimo de jazz (e) de qualidade. Mas sua paixão pela música brasileira o levou a formar, em 1997, o Thomas Clausen Brazilian Trio, com o baterista Afonso Corrêa e o contrabaixista Fernando de Marco, ambos radicados na Europa. A eles, em 2006, juntaram-se o flautista e saxofonista Teco Cardoso e a flautista Léa Freire, o que deu no Mary Tak Quintet.

Para o mercado brasileiro, em vez de se traduzir por Quinteto Maria Agradecida, o grupo chegou como Maritaca Quintet, quiçá por Maritaca – um outro nome para jandaia, uma ave brasileira – ser o selo por onde nos chega Waterbikes (2008), gravado em Copenhague, Dinamarca, disco que mescla o jazz ao choro, samba e maracatu, aliando aí três visões de Brasil (não apenas os estilos citados): a do estrangeiro Clausen, a dos brasileiros longe de casa, Afonso e Fernando, e a dos brasileiros que continuam residindo aqui, Teco e Léa. Sofisticação e simplicidade caminham lado a lado.

Ela e Clausen, a propósito, assinam a grande maioria do repertório de Waterbikes – oito temas com títulos como Choro, Samba do Gui Gui, Cultura e Alegria, entre outros. As exceções são os clássicos Chega de saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Retrato em branco e preto (Tom Jobim e Chico Buarque), cujas novas roupagens fogem do óbvio: vale lembrar que ano passado a velha bossa nova comemorou 50 anos.

[Tribuna do Nordeste, 18 de janeiro de 2009]
Postado por Zema Ribeiro - 20.01.09 às 10:40


www.comunidadenews.com
Orquestra brasileira encanta público americano

por: Angela Schreiber
12.11.08

Filarmonia Brasileira e o saxofonista Branford Marsalis mostraram o melhor de Villa-Lobos. Abaixo Marsalis mostrou porque é tão respeitado no meio musical.
Branford Marsalis
Photo: Palma Kolansky
O público pediu, e a Orquestra Filarmonia Brasileira, acompanhada do saxofonista americano Branford Marsalis voltaram ao palco. Isto aconteceu duas vezes após o encerramento da apresentação de Marsalis Brasilianos, ocorrida no sábado (8.11.2008), no Lehman Center for the Performing Arts, no Bronx, Nova York. O show foi em celebração aos 40 anos do Lehman College.

Cerca de 400 pessoas ficaram fascinadas com o tom que o Maestro Gil Jardim, à frente da orquestra, deu às obras de Camargo Guarnieri, Darius Mihaud, Lea Freire e, principalmente, à música de Heitor Villa-Lobos.

Os instrumentos de corda, acompanhados do saxofone de
Marsalis, tocaram em perfeita harmonia. Na segunda parte do show, a entrada de instrumentos de percussão marcou o casamento perfeito entre a suavidade da música clássica e os ritmos mais dançantes.

Até mesmo o velho conhecido pandeiro mostrou porque a música brasileira é tão apreciada no mundo inteiro. Junto dele, uma cuíca para mostrar o típico suingue Brasil. Enquanto isso, a percussão se fazia cada vez mais presente, como numa animada marcha.

Trabalho musical incansável
A
Filarmonia Brasileira foi instituída em 1994. Sob a direção artística de Gil Jardim, ganhou rapidamente notoriedade a nível nacional. Isto se deu pela qualidade do trabalho, especialmente pela preservação da obra de Villa-Lobos. Jardim criou a Filarmonia Brasileira com o intuito de explorar a fusão de elementos étnicos e eruditos, tradição tão presente na música brasileira.

Vencedor de três Grammy (Oscar da música),
Marsalis possui um interesse musical diversificado, que vai do jazz ao blues. Seu projeto musical inclui a música clássica. Em 2002, fundou o selo musical Marsalis, com o objetivo de produzir seus próprios trabalhos e de divulgar novos talentos.

O Lehman Center é apoiado pelo New York City Department of Cultural Affairs e pelo New York State Council on the Arts.



A Orquestra Philarmonia Brasileira realizou, a convite da Columbia Artists Management Inc. (CAMI) "29 de setembro a 10 de novembro", uma tournée pelos Estados Unidos, tendo como solista o saxofonista Branford Marsalis, um dos mais renomados saxofonistas americanos da atualidade.
Foram 40 dias de viagem com 28 concertos. A maior tournée nos EUA já realizada por uma orquestra brasileira. O projeto foi anunciando no território americano como "Marsalis Brasilianos, Philarmonia Brasileira Orchestras and Branford Marsalis Soloist" e teve seu repertório montado com obras de Villa-Lobos, Edu Lobo/Chico Buarque, Milton Nascimento, Léa Freire e Darius Milhaud, sob a regência do Maestro Gil Jardim.

Roteiro da Tournée - www.philarmoniabrasileira.com.br


"...Freire's "Vento em Madeira," with its infectuous beat and big band ambiance, sent Marsalis and the orchestra to their respective jazz and Brazilian roots." (The Birmingham News - "Marsalis, orchestra bring tour to finale)"
blog.al.com/mhuebner - "Branford Marsalis, Philarmonia Brasileira end tour with lively show"
by: Michael Huebner - November 11, 2008
STEPHENS CENTER FOR THE PERFORMING ARTS
Birmingham - Alabama - 09 de novembro de 2008

"...The event at the Jorgensen Center for the Performing Arts was billed as Marsalis Brasilianos. Even though Marsalis' contributions were noteworthy, the 29-piece Brazilian orchestra was the evening's real star... The full orchestra, including two percussionists, returned for the final piece of the program, "Vento em Madeira" ("Wind and Wood"), by contemporary Brazilian composer Léa Freire."
www.courant.com - "Branford Marsalis Blends Beautifully With Brazilians"
by: Chuck Obuchowsk - October 30, 2008
JORGENSEN AUDITORIUM
Storrs - Connecticut - 28 de outubro de 2008

"...Listeners looking for a quick, visa-free jaunt to Rio had to cool their heels until the end of Saturday's Orchestra Hall program by the Orquestra Philarmonia Brasileira and consummate guest saxophonist Branford Marsalis. But their patience was rewarded with a closing work (Léa Freire's piquant "Wind in Wood") and three seductive encores by Brazilian pop icons that evoked, to varying degrees, the irresistible tropical cocktail of sun, sea, sand and sweat."
www.startribune.com - "A jaunt to Brazil heats up at the very end"
by: Larry Fuchsber - October 27, 2008
ORCHESTRA HALL
Minneapolis - Minnesota - 25 de outubro de 2008
WINONA MIDDLE SCHOOL AUDITORIUM
Winona, Minnesota - 26 de outubro de 2008

"...With Marsalis as the featured soloist, the ensemble will perform several of Villa-Lobos's "Bachianas Brasileiras" (sort of choros in the style of Bach), plus material by French composer Darius Milhaud (also influenced by Brazilian folk music), Léa Freire (who juggles Brazilian genres with jazz and classical), and popular Brazilian artists Chico Buarque and Milton Nascimento."
www.citypages.com - "Branford Marsalis in Marsalis Brasilianos"
by: Rick Mason - October 22, 2008
YARDLEY HALL CARLSEN CENTER
Overland Park - Kansas - 19 de outubro de 2008

"...Then a strange thing happened. After a botched curtain call, in which everything ground momentarily to a halt, Marsalis came back out with two more pieces. And that, really, was the moment the concert started. Without filling the audience in on what he was playing, he and the orchestra performed two lively Brazilian pop numbers, one by Milton Nascimento and the other by Léa Freire, both of which were head and shoulders above anything else the musicians had done."
The Register-Guard - "Branford Marsalis went classical at the Hult Thursday"
by: Bob Keefer - October 02, 2008
HULT CENTER
Eugene - Oregon - 02 de outubro de 2008

"...The program was changed from the stage, adding the composition “Vento em Madeira” by Léa Freire. One could hear Brazilian dance accents and a touch of Aaron Copland, too, with some improvised measures by Marsalis on soprano."
www.kansascity.com - "Branford Marsalis ventures into classical music territory"
by: Robert Folsom - November, 2008
WALTON ARTS CENTER
Fayetteville - Arkansas - 18 de outubro de 2008
YARDLEY HALL CARLSEN CENTER
Overland Park - Kansas - 19 de outubro de 2008
REYNOLDS PERFORMANCE HALL
Conway - Arkansas - 20 de outubro de 2008


Sua opinião é importante !

Prezados Todos, saudações!

Peço que colaborem no preenchimento e distribuição aos seus conhecidos do questionário abaixo referente ao nosso movimento sobre a volta do ensino de música nas escolas. Observem que ele é dirigido a todo e qualquer cidadão:

www.queroeducacaomusicalnaescola.com/questionario
Nota: Caso seja de interesse, maiores explicações a seguir

Obrigada,

Silvia de Lucca


Este é um momento oportuno para lançarmos uma PESQUISA DE OPINIÃO sobre nosso movimento/objetivo Quero Educação Musical na Escola.

Isto é, consideramos de grande importância conhecer algumas das expectativas dos cidadãos quanto à educação musical desejada para nossos estudantes.

As questões elaboradas no questionário estão fundamentadas nos aspectos que junto à grande parte da população (observados nos 20 anos que trabalho diretamente com aquele que diz "eu adoro música, mas não entendo nada"), têm revelado ser as de maior interesse e relevância quando o assunto é o "aprender musical".

Sobre o modelo proposto, estamos tratando de uma ferramenta da chamada pesquisa quantitativa, o que certamente pressupõe algum grau de generalização inevitável, sobretudo se considerado um país com tantas diversidades como o nosso. No entanto, para o processo do Movimento em que ainda nos encontramos, a quantidade de respondentes se faz persuasiva, além de uma representação efetiva de diversas regiões do país e a necessidade urgente de se evidenciar uma preferência da população sobre aspectos mais amplos do aprendizado musical. Para aqueles que visam acima de tudo o conteúdo e o processo do que virá posteriormente, servirão sobretudo as "sugestões" desse mesmo questionário, espaço idealizado justamente para que no momento de análise posterior possamos dar voz aos mais variados e inclusive especializados pontos de vista.

Aproveito para informar que a implementação da lei está prevista para três anos, e que muito do que diz respeito aos currículos e metodologias que serão implantados sobre o ensino de música que almejamos está para ser melhor pesquisado, analisado, refletivo, selecionado e decidido pelos responsáveis, ou seja, muito está por ser feito.

Espera-se que todo o material coletado venha servir a um país ainda sem estatísticas como o nosso, em que a democracia pressupõe o envolvimento livre de todos os interessados em prol de um desenvolvimento que entendemos como geral, tanto individual como coletivo.

Assim, para que tenhamos de fato um parecer de representação nacional, peço a colaboração no envio dessa pesquisa (unicamente via internet) às mais variadas regiões do Brasil, a todo e qualquer cidadão interessado pela causa.

Repito aqui o endereço eletrônico para preenchimento do questionário:

www.queroeducacaomusicalnaescola.com/questionario

Gratíssima pela participação

Silvia de Lucca - compositora


O Estado de São Paulo - Caderno 2
Roda de choro com o toque de Proveta
por:
Lauro Lisboa Garcia
foto:
Nilton Fukada/AE
08.11.08

Músico recebe convidados como Léa Freire, Izaías e Edson
Alves para tocar K-Ximbinho, Jacob, Pixinguinha e outros

Nailor Proveta
Nailor Proveta é um tipo de unanimidade inteligente, a contrariar aquela célebre expressão de Nelson Rodrigues. Reconhecido como o melhor clarinetista e saxofonista em atividade no Brasil, o músico reuniu instrumentistas à sua altura para mais um projeto estimulante, que mostra hoje (08.11) e amanhã (09.11) no Teatro Fecap. Trata-se de uma homenagem à velha-guarda do choro, mas com roupa nova e bacana, “sem mudar a alma” do legado de mestres como K-Ximbinho, Jacob do Bandolim, Pixinguinha e Radamés Gnattali, entre outros.

Léa Freire (flauta), Edson Alves (violão de 6 cordas), Edmilson Capelupi (violão de 7 cordas), Izaías Almeida (bandolim) e Edu Ribeiro (bateria) estão entre os dez eleitos para estes shows, que vão ser gravados e sairão em CD no ano que vem. Diante da grande quantidade de material pesquisado, Proveta selecionou temas “que têm alguma representatividade dentro da idéia do projeto”. Isto não significa que as composições sejam as mais conhecidas dos homenageados. O repertório inclui raridades de K-Ximbinho (“trem de partida do projeto”), como Meiguice e Tô Sempre Aí, Zequinha de Abreu (Casar Não É Casaca), Minha Gente (Pixinguinha), Vibrações (Jacob) e Caçador de Borboletas (Gnattali).

Em alguns momentos, o show também terá uma roda de choro tradicional, mas a idéia central é misturar o regional com a sonoridade das bandas de coreto, foco do trabalho de Proveta que antecedeu a este, Tocando para o Interior. “Esse disco começou a me remeter um pouco mais para a questão da composição e também da origem que a gente busca”, diz o músico.“Quer dizer, o choro é um gênero bastante antigo, mas ao mesmo tempo tem uma relação muito forte com os músicos que vieram das bandas de coretos.” Aformação de Proveta – que veio de Leme, interior de São Paulo, para a capital e aqui criou a fabulosa Banda Mantiqueira – equilibra essas referências, e quando ele reúne K-Ximbinho e Jacob do Bandolim no repertório refere-se à própria história dele, cruzada com a dos dois homenageados. “O som lírico do choro me cativa muito. E quando você mistura isso com a gafieira e acha alguns músicos que têm essa linguagem que poucos têm hoje, acho muito bonito.” O grande segredo, para ele, com músicos desse naipe, é saber “como não deixar a música com sabor requentado”.

Serviço
Proveta e convidados. Teatro
Fecap (400 lug.). Av. Liberdade, 532
3188.4149, metrô Liberdade.
Hoje 08.11 às 21hs, amanhã 09.11, 19hs
R$ 20 e R$ 10


Folha de São Paulo
Bicicletas Aquáticas
por:
Sérgio Molina
26.09.08

1 Folha - Como se deu sua aproximação com a música brasileira?
Thomas Clausen - Por meio de discos do Tom Jobim, Egberto Gismonti, Baden Powell, fiquei interessado pela música brasileira e, em 1989, formei um trio (Thomas Clausen Brazilian Trio) de música brasileira com Afonso Correa (bateria) e Fernando De Marco (baixo) que moravam na Dinamarca (hoje, Fernando mora em Londres.
Comecei a compor utilizando ritmos brasileiros. Assisti também a um show em Copenhagen com o Mauricio Carrilho, o Nailor "Proveta" Azevedo e me encantei com o choro. Naquele dia fui para casa e compus três choros!

2 Folha - Em que aspectos a música instrumental brasileira se diferencia do jazz europeu e norte-americano?
Clausen - A principal diferença está na variedade de ritmos, pois, sob o aspecto harmônico todas são muito ricas.

3 Folha - O CD se destaca pela variedade e sutileza dos arranjos. Como se desenvolveu o processo de criação da sonoridade do Maritaca Quintet?
Léa Freire - Os arranjos do Thomas são interessantíssimos, explorando timbres e construindo melodias "secundárias " - tão importantes quanto a melodia em si - que costuram a harmonia de uma forma muito bonita. Eu e o Teco demos apenas alguns "pitacos" quanto à instrumentação e interpretação.
Meus arranjos nascem de uma profunda intimidade musical com o Teco - tocamos juntos há mais de 30 anos e já sabemos onde e como soamos melhor para cada música.
Como temos muita afinidade com o Thomas - inclusive na formação musical, muito parecida, não é difícil estabelecer uma interação muito boa para cada tema. Fora isso, Fernando e Afonso também contribuiram muito com sugestões de "levada", linhas de baixo junto com o sax ou a flauta, enfim, um trabalho de grupo mesmo.

4 Folha - Além de sax soprano, sax alto e flautas você é também o fotógrafo das imagens do encarte de "Waterbikes". Qual é a origem dessas "bicicletas aquáticas"?
Teco Cardoso - Durante a turnê européia de 2006 na Europa com o Marytak ("tak" em dinamarquês quer dizer obrigado), fui dar um passeio na praia de Copenhagen e lá tirei as fotos que mais tarde foram escolhidas para o CD. Na época comentávamos como era bom e, pouco provável, que estivéssemos fazendo boa música brasileira na Europa com um "viking" que toca e compõe choro, maxixe, samba e outros ritmos brasileiros.
Olhando as fotos, que são oníricas e evocam um meio de transporte igualmente improvável (bicicletas subaquáticas), começamos a estabelecer a relação entre as fotos, a imensidão de água que separa Brasil e Dinamarca, e a nos imaginar como "ciclonautas", chegando ao conceito da capa e do nome do CD. Depois, o designer Marcilio Godoi tratou as fotos com cores, "abrasileirando" a paisagem dinamarquesa. Como temos shows em novembro no Brasil, os ciclonautas ainda vão ficar indo e voltando por um bom tempo!


www.revistabrasileiros.com.br
Feliz o homem que improvisa
por:
Helena Wolfenson
fotos: Luiza Sigulem
Edição #14: 09.2008

O músico Arismar do Espírito Santo comemora o sucesso de Cordas à Solta
e prepara-se para novos projetos, sempre oferecendo encontros de sonoridades

No teatro do Sesc Pompéia, Rogério Caetano, Arismar do
Espírito Santo, Thiago Espírito Santo e Kikop Loureiro, no
encontro que valorizou a atitude
          
Três dias de cordas soltas no segundo final de semana de agosto. O multiinstrumentista e agitador cultural Arismar do Espírito Santo dirige, toca, comanda, enche de simpatia e de muita música boa o auditório do Teatro do Sesc Pompéia. O projeto Cordas à Solta uniu, em um ambiente intimista, dez consagrados solistas das cordas brasileiras em três encontros que misturaram gêneros, ritmos e origens. Do sagrado ao profano, do clássico ao popular, do samba à valsa, do raga (um dos nomes dado à sonoridade da música clássica indiana) ao rock, do choro ao baião. Foram apenas três dias, mas Arismar deixou clara a vontade de expandir o projeto. Em cada uma das noites, subiram ao palco quatro convidados dos mais variados estilos, que, reunidos por afinidades sonoras, proporcionaram apresentações únicas ao público. Nos encontros, circularam Arismar do Espírito Santo, Alberto Marsicano, Fábio Tagliaferri, Filó Machado, Heraldo do Monte, Joel Nascimento, Kiko Loureiro, Michel Leme, Rogério Caetano e Thiago Espírito Santo, time de solistas que compôs o cenário simples e aconchegante do final de semana musical.

No primeiro dia o mote foi "À interpretação", descrito por Arismar como "o dia da delicadeza, valsas, choros e baiões reunidos em um concerto de ricos melodistas". No dia seguinte, imperou "À diversidade", a soma de timbres e temas criados no ato, junto à releitura de clássicos da música do Brasil. Em "À atitude", um encontro de jovens músicos com composições próprias e outras já consagradas tomou conta do domingo, Dia dos Pais. "Nada melhor do que comemorá-lo aqui, entre amigos, músicos e meu filhão." Contradizendo o dito popular de que em casa de ferreiro o espeto é de pau, Thiago Espírito Santo, 27 anos, é baixista, compositor e violonista, e filho de Arismar com a pianista Silvia Góes. Já é considerado um dos expoentes da música instrumental brasileira, tendo tocado com Hermeto Pascoal, Yamandú Costa, Hamilton de Hollanda e Dominguinhos.



www.radio.usp.br
Programa:
"Visita Vip" entrevista Léa Freire
por:
Miriam Ramos & Lupércio Tomás
26.08.2008

Tema: Lançamento do CD "Waterbikes" - Maritaca Quintet. Ouça! Prestigie!

Léa Freire


Ouça entrevista na integra

"Trabalho pautado pela sutileza e por detalhes que fogem do óbvio" - Jornal do Brasil

"Um time de primeira" - Correio Popular Campinas

"Maritacas brasileiras e dinamarquesas no mais absoluto entrosamento" - Diário do Pará

"Só não dá para entender de onde surgem as bicicletas. Mas também, com um som desses, quem liga para as bicicletas ?" - Folha de Londrina

"O disco impressiona pela qualidade pura e cristalina do som" - Folha de S. Paulo

Programa " VISITA VIP "
apresentado por Míriam Ramos é um desses programas raros onde o artista se apresenta.
Durante uma entrevista descontraída, os convidados revelam curiosidades de gravações, lançamentos de CDs, shows, mercado musical nacional e internacional e as novidades do mundo da música na internet.
Por abrir espaço à música de qualidade, a Rádio USP FM tornou-se a emissora mais ouvida e prestigiada entre músicos, produtores enfim um público exigente, qualificado e envolvido com arte e boa música brasileira.

A Editora de Cultura Miriam Ramos é jornalista, produtora e apresentadora do Programa VISITA VIP e membro da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) - Categoria Musical. O Programa VISITA VIP da Rádio USP foi criado em janeiro de 2007 e com a dinâmica de programa ao vivo, apresenta aos ouvintes da emissora talentos da Música Brasileira.

Lupércio Tomás
Diretor de rede e apresentador

Rádio USP FM 93,7 MHz - www.radio.usp.br


Jornal de Londrina
Há algo de samba na Dinamarca
por:
Ranulfo Pedreiro
Londrina, 02.09.08

CD lançado pelo Maritaca Quintet revela como a música brasileira
foi incorporada e dominada pelo compositor e pianista Thomas Clausen

Maritaca Quintet - Dinamarca
O compositor dinamarquês Thomas Clausen ficou surpreso quando soube que haveria um show de choro em Copenhagen. Curioso sobre música brasileira ele acompanhou a apresentação com instrumentistas do naipe de Maurício Carrilho (violão) e Nailor Proveta (clarinete). Clausen foi direto para casa e, na mesma noite, compôs três choros.

Em pouco tempo o dinamarquês estava íntimo da música brasileira, tanto que formou o Brazilian Trio com Fernando De Marco (baixo) e Afonso Correa (bateria). Depois de passar por todo o espectro do jazz e tocar com Miles Davis, Dizzy Gillespie, Stan Getz, Chet Baker, Joe Henderson e Dexter Gordon, entre outros, Clausen tornou-se um apaixonado pelo Brasil.

Para se ter uma idéia, Clausen é daqueles músicos que passam 14 horas em cima do piano, sai para escarafunchar discos em sebos, tem uma formação sólida e ficou impressionado com a harmonia brasileira, com a quantidade de acordes que utilizamos em um único compasso.

Em uma de suas viagens para cá, conheceu os instrumentistas Léa Freire (flauta) e Teco Cardoso (saxofone). A integração musical veio com a amizade, surgindo o Maritaca Quintet. O primeiro disco do grupo está saindo no Brasil pela Maritaca (www.maritaca.art.br). Waterbikes foi gravado em 2006 na Dinamarca e se destaca, logo de cara, pela ambientação. Os técnicos do Sun Studio fizeram uma engenharia de som tão apurada que os retoques digitais, comuns na masterização, foram desnecessários.

A música instrumental de qualidade fica às vezes meio perdida, se esgota por falta de misturas, e a música brasileira ainda está se formando, é um campo enorme de descobertas”, explica Léa Freire, em entrevista por telefone.

Waterbikes é um disco de jazz ancorado por ritmos brasileiros e melodias que visitam do choro à bossa nova. Ouvindo, é muito difícil distinguir as músicas de Thomas Clausen do restante do repertório. Trata-se de um músico que não se comporta como um gringo no samba, apresentando um domínio surpreendente de nossa linguagem musical.

A música brasileira não tem registro gráfico, partituras, não tem nada explicado, é um desafio enorme. Os grandes músicos de jazz adoram isso, construir um desafio dentro de uma base que está se movimentando”, comenta Léa Freire.

Waterbikes é justamente o reflexo desse movimento, da improbabilidade de músicos dinamarqueses e brasileiros se encontrarem no universo do choro, do samba, da valsa, compreendendo-se em uma linguagem difícil e ao mesmo tempo rica e espontânea. Ao unir dois mundos, o Maritaca Quintet cria um terceiro, universal para os ouvidos.


Folha de Londrina
Brasileiro, com um toque europeu
por:
Phoenix Finardi
Londrina, 01.08.08

'Waterbikes', o primeiro CD do quinteto Maritaca, une a criatividade de um grupo de músicos
nacionais com a sofisticação do dinamarquês Thomas Clausen, um sinônimo de jazz

O disco tem sambas, maracatu e choro,
além de composições de Tom Jobim e
Chico Buarque
"Cobra d'água, pedra d'água, mundão d'água e agora a bicicleta. Os cientistas disseram que a música se propaga melhor debaixo d'água. Deve ser verdade. Músicos adoram a imagem dessa matéria que interliga tudo, parece tirar a gravidade e, uterinamente, abriga os melhores sonhos. Água é matéria-música. A mágica fica por conta de como se movem em vôo-mergulhão as maritacas brasileiras e dinamarquesas nesse palco submerso de musicalidade. Para explicar, só figurando esse concerto em Copenhagem como um Chagall flutuando no Pantanal. Ou seriam alegres Vikings verde-amarelos atravessando a claridade nórdica com suas bicicletas voadoras?''

O texto de apresentação de ''Waterbikes'' (Bicicletas D'Água) quase que dispensa apresentações. O CD é o primeiro do Maritaca Quintet, que celebra a união de Léa Freire, Teco Cardoso e o dinamarquês Thomas Clausen Brazilian Trio, gravado em apenas três dias de junho num estúdio de Copenhague. O álbum traz sambas, maracatu e choro, além de composições de Tom Jobim. Uma mistura afinadíssima de três visões muito distintas do Brasil: o olhar estrangeiro de Clausen, o olhar saudoso de Afonso Corrêa e Fernando De Marco, brasileiros que moram no exterior, e o olhar atento de Teco e Léa, que vivem, tocam e criam no País.

Mas afinal, quem é essa gente talentosa? Thomas Clausen é sinônimo do melhor jazz da Europa. Tem 16 discos gravados e já tocou com Miles Davis, Joe Henderson, Stan Getz, Dizzie Gillespie e Chet Baker. Arranjador e compositor da Orquestra Sinfônica de Copenhague, é um apaixonado por música brasileira. Em 97 ele formou o Thomas Clausen Brazilian Trio, com o baterista Afonso Corrêa e o contrabaixista Fernando De Marco. Ele assina metade das faixas do CD, inclusive um chorinho que faz a gente jurar que ele é brasileiro.

Léa Freire é flautista. Junto com o saxofonista Thomas Clausen, uniu-se ao Trio para uma turnê pelo Brasil e Europa, em 2006. Foi assim que surgiu o Quinteto Maritaca. Compositora, Léa trabalhou com Alaíde Costa e Arrigo Barnabé. Ela tem três músicas no CD, inclusive a faixa que abre o disco, ''Samba do Gui-Gui'', que cativa a gente logo nos primeiros acordes. Cardoso é integrante do grupo Pau-Brasil e já tocou com Edu Lobo, Joyce, Hermeto Pascoal e João Donato.

O quinteto faz uma releitura de ''Chega de Saudade'', de Tom Jobim, com destaque para as flautas de Léa e Cardoso, que dão uma roupagem quase etérea para a famosa bossa-nova de Tom Jobim. Outra música que está quase irreconhecível é ''Retrato em Branco e Preto'', de Jobim e Chico Buarque, com Clausen no piano e Léa na flauta. Diferente, mas ainda maravilhosa.

O trabalho é sofisticado, mas simples. Os instrumentos não se ''trombam'', não se confundem nem atrapalham. A harmonia entre o piano de Clausen e as flautas, contrabaixo e bateria dos brasileiros é perfeita. Parece coisa nativa, com uma roupagem européia. Criativo como nós, elaborado e bem acabado como eles. Só não dá para entender de onde surgem as bicicletas. Mas também, com um som desses, quem liga para as bicicletas?


Jornal O Estado de Maranhão
Benedito Lacerda Resgatado em Quatro CDs
por:
Zema Ribeiro
São Luís (MA), 29.07.08

Benedito Lacerda (com a flauta na mão) e Pixinguinha
(o mais alto, à direita): talvez a mais frutífera parceria da música brasileira
“Atenção, pois, ouvintes, procurem entender o que vão conversar, por meio de seus instrumentos, o Benedito e o Pixinguinha através deste choro que se chama Cochichando”. A voz de Almirante, entre chiados, apresenta a dupla Benedito Lacerda (flauta) e Pixinguinha (saxofone), durante o programa, Pessoal da Velha Guarda de Almirante, gravado em 8 de outubro de 1947. “Este choro não teve gravação comercial”, anuncia o rico libreto que acompanha os quatro discos da primeira caixa de Será o Benedito?!? (Maritaca, 2006), trilogia musical da obra do polêmico (e genial) Benedito Lacerda.

Divididos cronologicamente, por assunto, os quatro discos da primeira caixa, Benê, o flautista, são Grupo Gente do Morro, Benê & Pixinga e o Regional de Benedito Lacerda (partes I e II) e apresentam várias facetas da obra do “flautista, cantor, chorão, compositor, sambista, carnavalesco, arranjador, polêmico, político, empresário, fazedor, idealista, criador, financista, patrão, letrista, fumante, sindicalista, o branco d’alma preta”.

Benedito Lacerda está para Pixinguinha como Vadico está para Noel Rosa. A primeira relação é injusta: foi Benê, a intimidade que a caixa nos dá, quem tirou Pixinguinha do ostracismo, num dos vários episódios que o luxuoso libreto de 90 páginas traz: Pixinguinha, alcoólatra e com as mãos trêmulas, já não tinha embocadura para a flauta, seu instrumento de origem. Foi tocar saxofone e um “contrato” com Benedito Lacerda os levaram a assinar juntos todas às músicas compostas por um ou outro, dali em diante. A Benê restou à fama de “ladrão” de músicas, quando eles inauguraram um modelo que se tornaria comum com outros nomes importantes da música como Lennon e McCartney ou Roberto e Erasmo Carlos.

Tendo vivido apenas 55 anos, Benedito Lacerda (1903-1958) é, sem dúvida, importantíssima figura resgatada neste projeto patrocinado pela Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Gravou com todas as grandes estrelas da música popular brasileira da época e tocou em mais de mil gravações, entre autor e intérprete. 83 faixas integram os quatro discos desta primeira caixa.

Tendo sido provavelmente o primeiro empresário da música brasileira, enxergando a música como profissão e acabando, por exemplo, com a figura do bêbado no regional, do músico desalinhado ao se apresentar em programas de rádio ou shows - como bem gostava de frisar Jacob do Bandolim -, Benedito Lacerda tem sua obra reeditada de forma pouco preocupada com o mercado: para os produtores, há a necessidade de despertar o interesse dos jovens pela música brasileira, independentemente da idade desta, mas há o interesse em preservar essa obra. Homero Lolito, engenheiro de som que conduziu o tratamento técnico das gravações que compõem “Benê, o flautista”, explica que “optou-se por manter a máxima integridade sonora dos instrumentos e das vozes originais. (...) Então optamos pelo chiado”.

O projeto de resgate da obra musical de Benedito Lacerda deve ter continuidade em breve, com o lançamento das outras duas caixas, “Benê, o criador” e “Benê, o fazedor”, abordando outras facetas deste importante, curioso e polêmico personagem da música brasileira.


www.ig.com.br
Thomas Clausen é convidado do Sesc Instrumental...
por:
Redação iG Música
29.07.08

Thomas Clausen
Thomas Clausen e Quinteto Maritaca é a atração do programa Sesc Instrumental desta terça-feira 29/08. A apresentação será realizada a partir das 19h no Sesc Paulista, em São Paulo.

O pianista dinamarquês Thomas Clausen conta com uma sólida carreira na Europa com 16 discos lançados. No Brasil, o músico se apresenta no formato de quinteto, batizado de Maritaca. No grupo estão Afonso Correa (bateria), Fernando de Marco (contrabaixista), Teco Cardoso (saxofone e flauta) e Léa Freire (flauta). A apresentação conta com composições próprias, além de músicas de Léa Freire, Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

O projeto Sesc Instrumental é dedicado à música instrumental em suas diversas vertentes e acontece periodicamente nas unidades do Sesc em São Paulo. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do Sesc Paulista uma hora antes do início.

Clique aqui para assistir ao vivo ao show, que será transmitido em tempo real a partir das 19h. Depois da apresentação, o pianista participará de um bate-papo com os internautas, das 20h às 21h.


www.ejazz.com.br
Maritaca Quintet - Lançamento do CD Waterbikes
por:
redação
28.07.08

SESC Avenida Paulista
Maritaca Quintet - Lançamento do CD Waterbikes 29/07/08 Terça 19h
Av. Paulista, 119 Paraíso - São Paulo SP - Tel.: (11) 3179 3700 - www.sescsp.org.br
Grátis (Retirar ingressos com uma hora de antecedência)

Léa Freire e Teco Cardoso se unem ao dinamarquês Thomas Clausen Brazilian Trio, formam o Maritaca Quintet e lançam o CD Waterbikes
Álbum traz dez temas, composições próprias de Léa e Thomas e clássicos como ‘Retrato em Branco e Preto’ e ‘Chega de Saudade

Sinônimo do melhor jazz na Europa, o pianista dinamarquês Thomas Clausen estudou piano e composição na Academia Real de Copenhague (Dinamarca) e, com 16 discos gravados, tocou com os mais renomados músicos, como Dexter Gordon, Miles Davis, Joe Henderson, Stan Getz, Dizzie Gillespie e Chet Baker. Arranjador e compositor, requisitado, entre outras, pela Orquestra Sinfônica de Copenhague e Big Band da Danmarks Radio, recebeu vários prêmios: The Bem Webster e The Art Foundation. A paixão pela música brasileira levou-o a formar o Thomas Clausen Brazilian Trio, em 1997, com o baterista Afonso Corrêa e o contrabaixista Fernando de Marco, radicados na Europa.

Em 2006, a flautista e compositora Léa Freire e o saxofonista e flautista Teco Cardoso uniram-se ao Trio para uma turnê pelo Brasil e pela Europa (Suécia, Dinamarca e Inglaterra). Esse peculiar quinteto, agora batizado de Maritaca Quintet (ou 'Mary Tak', Maria Agradecida), como os músicos gostam de falar, trocou experiências e afinidades, resultando no CD Waterbikes, gravado em Copenhague, na Dinamarca, em 2006.

Léa, que já atuou ao lado de estrelas como Alaíde Costa e Arrigo Barnabé, lançou seu primeiro CD, Ninhal (1997), época em que também abriu o selo Maritaca. No ano seguinte fez uma dupla com Teco Cardoso, que se apresentou nos Estados Unidos e gerou o CD Quinteto (1999), gravado em Nova York. Em 2005, em parceria com o trombonista Bocato lançou os volumes 1 e 2 dos CDs Antologia da Canção Brasileira. Cartas Brasileiras (2007) é seu quinto trabalho.

Cardoso é integrante do grupo Pau-Brasil, já atuou em discos de Edu Lobo, Joyce, Hermeto Pascoal e João Donato. Em 1994 lançou, ao lado do violonista Ulisses Rocha, o CD Caminhos Cruzados, considerado pela crítica um dos melhores daquele ano. É um dos fundadores da selo Núcleo Contemporâneo, por onde lançou seu primeiro CD solo Meu Brasil (1998). É integrante da Orquestra Popular de Câmara, que tem dois CDs lançados.

O contrabaixista Fernando de Marco começou a carreira no Brasil e vive na Europa desde 1987. Primeiro na Dinamarca e atualmente na Inglaterra, em Londres. Atua e grava com artistas como Ingrid Laubrok, Ian Price, Shanti Paul Jayazinha, Chris Wells e outros.

O CD Waterbikes traz ritmos como sambas, maracatu e choro, em dez temas próprios de Léa e Thomas, além de composições de Tom Jobim. Pode ser considerado a perfeita mistura de três visões do Brasil: o sensível olhar estrangeiro de Thomas, o saudoso olhar do músico brasileiro que vive no Exterior (caso de Afonso Corrêa e Fernando De Marco) e o atento olhar de Teco Cardoso e Léa Freire, que vivem, tocam e produzem no Brasil.

Sesc Avenida Paulista
Av. Paulista, 119 - Paraíso - São Paulo SP
Tel.: (11) 3179-3700 fax: (11) 3179-3764
Ingresso: Grátis. Retirar com uma hora de antecedência


Léa Freire une-se ao dinamarquês Thomas Clausen no Maritaca Quintet
por:
Comunidade MPB.com
23.07.2008

Léa Freire
Léa Freire e Teco Cardoso se unem ao dinamarquês Thomas Clausen Brazilian Trio, formam o Maritaca Quintet e lançam o CD Waterbikes em show gratuito no Sesc Av. Paulista, na terça, dia 29/07. O pianista dinamarquês Thomas Clausen é um apaixonado por música brasileira. Tão apaixonado que juntou-se a dois músicos brasileiros que vivem na Dinamarca e formou o Thomas Clausen Brazilian Trio. As afinidades fizeram com que o Trio cruzasse os caminhos dos flautistas Léa Freire e Teco Cardoso e o resultado é o Maritaca Quintet, que está lançando o CD Waterbikes, com músicas próprias e clássicos como ‘Retrato em Branco e Preto’ e ‘Chega de Saudade’.

Auditório do Ibirapuera
lançamento CD Cartas Brasileiras

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