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Revista Modern Drummer
O bom anfitrião te recebe com elegância, escuta e responde, tem um cardápio variado de assuntos, quitutes, bebidinhas, sabe quando falar, calar. O bom anfitrião faz você querer voltar sempre. Nada pior que ir a uma "festa" onde ninguém te dá a mínima, a comida é ruim, a bebida acaba... No caso, "elegância" é a intimidade com o instrumento, as "horas de voo" do instrumentista, a técnica; "assuntos" se refere à harmonia, composição, arranjo, produção, gravação, ética, gentileza; "cardápio" à cultura musical e geral, ou seja, conhecer várias formas de música, do Brasil e do mundo, seja popular, erudita, ou qualquer outro rótulo que se queira dar (e não só sobre música - diga-se - saber sobre outros assuntos sempre acrescenta); "quitutes e bebidinhas" à criatividade que transforma toda a música com intenções e cores diferentes, e também aos sabores que identificam o cidadão e suas origens, sua cultura, sua geografia, sua história. Mais que um exímio baterista, Edu Ribeiro é um grande anfitrião. Tenho uma admiração irrestrita por esse moço, que é capaz de me surpreender a cada vez que tocamos juntos. As "festas" na casa do Edu são sempre ótimas. Além de excelente condutor - os sabores originais dos ritmos estão sempre presentes -, ele também sabe o momento exato de deixar o som voar, como no futebol na hora do lançamento - todo mundo esperando pra ver aonde aquela bola vai cair! (A palavra inglesa play quer dizer tocar, mas também quer dizer brincar). E seus solos têm sempre a ver com a melodia, o chorus, o tema, o assunto de que se está falando. Ele tem uma fluência e uma elegância enormes, uma variedade impressionante de assuntos, está sempre ouvindo o que você diz, faz comentários, se diverte, te surpreende, faz você tocar melhor, faz você querer tocar melhor.
O Edu afina os tom-tons no tom, escolhe os pratos para cada tema, sugere acordes, sugere formas diferentes, afinal "o divino mora nos detalhes", fica óbvio que ele adora o que faz, toca com e por paixão - e isso contagia os sons dos quais ele participa. Por isso tudo todo mundo quer tocar com ele. É um dos bateristas mais requisitados, com razão e por merecimento. Tocar com o Edu Ribeiro é um prazer e uma honra. Obrigada, menino." Léa Freire www.musicabrasileira.org
The pianist/composer from São Paulo (for biographical notes, please visit the review page of Fruto) didn't "just" record a follow-up. Heloísa Fernandes managed to deliver a masterful piece of music that was preceded by some serious research in Brazil's folkloric musical heritage. On the album Fruto it was easy to notice that the pianist combines a very personal style with warm influences from the rich Brazilian music tradition. It must be part of Heloísa Fernandes' talent, since she sublimated her interest in the roots of Brazilian music by a year of intensive studying. The basis of the study was the book "Melodias Registradas por Meios Não-Mecânicos" (Melodies Recorded by non-Mechanical Devices) by anthropologist Mário de Andrade, published in 1946. In that book De Andrade and his erudite research team transcribed during the period 1936-1938 no less than 570 folkloric songs from various parts of Brazil, creating a valuable source of basic Batuque, Cateretê, Caboclinho, Praiá and other folkloric rhythms and styles. The almost forgotten or unconventional conserved music was thus made available for further exploration. And that's exactly what Heloísa Fernandes pursued in her linked up project "Melodias do Brasil: Identidade e Transformação" in which she completely absorbed the anthropologic music and its historical atmosphere. It all served as an inspiration for Heloísa's compositions that we hear on Candeias. The album doesn't serve as a history class but more as a class in how history can form the basis of contemporary music. Music connects to people and people connect to their ancestors. This CD is the reflection of that.
www.allaboutjazz.com
Fortunately, artists and historians often are alter egos and sometimes make strange bedfellowseven if they lived years apart. Pianist Heloísa Fernandes lived almost five decades apart from Mario de Andrade, but on Candeias their lives intersect, and the music they love and seek to see comes alive in such a way as to preserve its history and origins, as well as put it in the context of today. De Andrade is a genius anthropologist, sociologist, poet and musician from Sao Paolo who led a historic expedition in 1938 to document the music of Afro Brazil and the Amerindians of Pernambuco, Parafba, Ceara, Piaui and Maranhao. Now Heloísa has followed his example, albeit spiritually and figuratively as well. After immersing herself in De Andrade's documentation, for Candeias Fernandes chose some of the traditional forms and gave them rebirth. These musical formssome of them worship songs and dances, others profane expressions of love for the spiritsare carried in the souls of Brazilian people. Fernandes gives them new life with superlative interpretations all her own. De Andrade's amazing musical documents formed the spirit of the songs so masterfully shape-shifted into a world where time and space have become one. On these songs, Fernandes is joined by the masterful bassist, Zeca Assumpcao and the percussion colorist, Ari Colares. The musicians become interlopers from another time, but dropping in on charmed performances. Like A batuque, for instance, where the musicians are seduced by the hypnotic dance and render it ecstatically in "Rebulico." Other melodies are ruminative, as in "Caitrinha", yet the dynamics of Fernandes' piano and Assumpçao's bass swirl so superbly that the dancers come to life as do whispering trees in the swishing of Colare' gourds and percussion. "Antoninho" is a moving meditation intimating the interior worship of nature. Assumpçao's almost imperceptible con arco is tantalizingly beautiful. "Candeias" has an ethereal glow and advances with magisterially augmented harmonics. The inner rhythms of the melody are magically explored by piano, bass and percussion, individually and in unison. "Praias" brings the seminal drama of ancient harvest rites alive redolent in the sliding rhythms of old. "Andarilho" displays Fernandes' virtuosity with staggering effect. Clearly, this is flawless work from a major new artist. Track listing: Rebulico; Catirinha; Antoninho; Candeias; Praias; Andarilho (Improvisation). Personnel: Heloísa Fernandes: piano; Zeca Assumpçao: acoustic bass; Ari Colares: percussion. Style: Latin/World. Revista Guitar Player - nº 162
Sempre para cima, Arismar passa a impressão de não haver "tempo ruim" para ele. E é verdade. Basta dar uma olhada na lista de nomes com quem já tocou: Hermeto Pascoal, Toninho Horta, César Camargo Mariano, Sebastião Tapajós, Jane Duboc, Raul de Souza, Hélio Delmiro, Roberto Sion, Dominguinhos, Dory Caymmi, Heraldo do Monte, Lenine, Joyce, Paquito D'Rivera, João Donato, Leny Andrade, Maurício Carrilho, Paulo Moura, Naná Vasconcelos, Roberto Menescal, Banda Mantiqueira, George Benson, entre muitos outros. Além disso, ele tem projetos em andamento como o álbum "Essa Maré", em que junto com o guitarrista Leonardo Amuedo, interpreta composições de Ivan Lins. Outra novidade é o tema "Santos x Corinthians", registrado com Thiago Espírito Santo (baixo) especialmente para o CD Guitar Payer 2009. A seguir Arismar fala de seus projetos e sua música. Como surgiu a ideia desse trabalho com Leonardo Amuedo? Eu conheci o som do Léo mas nunca havia tocado com ele, até que certa noite, no Drink Café, Rio de Janeiro, na gig do Paulinho Trompete, nós demos uma canja juntos. No dia seguinte, encontrei Rodrigo Villalobos, da Rob Digital, e conversamos do som legal que havia rolado. Ele comprou a ideia de gravarmos juntos. Vocês decidiram tocar Ivan Lins porque Leonardo Amuedo é sideman dele? O Léo toca com ele a dez anos, mas a decisão de gravarmos Ivan Lins foi sonora! Em nunhum momento recorremos a partituras, pois os temas soam como standards para nós. Ivan Lins é muito respeitado e já foi gravado por vários nomes internacionais. A ideia foi fazer um registro diferenciado? Não, a ideia foi fazer um som juntos! Os temas do Ivan são um brinde à música contemporânea.
Eu e o Léo fizemos os arranjos. Criamos algumas introduções e finais, sempre respeitando o requinte e a beleza das músicas. O corpo do som, se formou no estúdio - ao vivo e em cores. Como foi o trabalho de pré-produção? Vocês dois se encontraram ou fizeram as partes separadamente? Não teve nada disso! Nós nos encontramos duas vezes para "bater uma bola" e escolher os temas. No estúdio foram três sessões. Quais foram os equipamentos usados? Usei um ótimo Giannini de sete cordas, minha Ibanez GB-10 de estimação e meu Fender Jazz Bass 1969 "velho de guerra". Numa das faixas, toquei um violão de cordas de aço do Léo, mas não lembro a marca. Uso cordas D'Addario e amplificadores AER.
Acordo cedo e toco o dia inteiro! Estudo bateria pela manhã assistindo ao José Trajano e Eduardo Monsanto na ESPN Brasil. Depois, toco guitarra e piano, além de ficar compondo ou testando sons. Os próximos projetos são o CD do Duo Espíritosanto, a gravação de um disco com Glauco Solter, Sérgio Coelho e Gabriel Grossi, com temas do Dorival Caymmi e um trabalho em parceria com Liliana Herrero, grande cantora argentina. Devo também ir ao Uruguai para participar de um projeto de música na rua, que reúne músicos de vários países. Vou ainda dar cursos de música em Itajaí, Curitiba e Cariri. Além, é claro, de tocar, tocar e tocar... Você gravou a música Santos x Corinthians para o CD Guitar Player. Qual a idéia desse tema? Sou santista e o Thiago é corintiano. Tocarmos juntos foi como se estivéssemos em um campo de futebol. Um jogo entre amigos: quando um ataca o outro defende. Sempre com muita energia, harmonia e sem qualquer rivalidade. Um verdadeiro clássico onde o espírito esportivo e criativo impera e quem ganha é o ouvinte. O Thiago e eu começamos a gravar o trabalho do Duo Espíritosanto. O repertório tem de tudo: samba de gafieira, baião, xote, bolero com jeitão de balada... Já faz algum tempo que esse Duo tem se apresentado. O Thiago toca baixos de seis e quatro cordas, violão de seis cordas e guitarra. Toco violão de sete cordas, meu baixo Jazz Bass, guitarra e piano. Já temos cinco faixas gravadas e esperamos lançar até o fim do ano. Feliz é o homem que improvisa !
O Estado de São Paulo - Caderno 2 Em Outono, compositor e baterista esbanja a sua renovação constante
Nas dez músicas de Outono, todas compostas por Nenê nos últimos cinco meses, o baterista é acompanhado por Alberto Lucas, no contrabaixo acústico, e Irio Junior, no piano. O tempo extenso das faixas passa longe de ser cansativo. Mesmo no tema mais longo, Lindolfo, com mais de dez minutos, o que se notam são linhas melódicas expressivas e belas, com improvisos que superam o mero exibicionismo da técnica, transmitindo emoção a quem ouve. É o fino do instrumental. Mesmo com a formação jazzística do trio, Nenê optou por trabalhar de maneira original sons genuínos do País. “É um disco de música brasileira do século 21. Eu tive influências de bateristas, como Milton Banana e Edison Machado, e compositores como Tom Jobim e Villa-Lobos, mas tento fazer como o Mário de Andrade, assimilar tudo e fazer algo diferente do que foi e está sendo feito pelos outros”, diz Nenê. Essa busca infinita pela renovação, ele aprendeu com seu “professor” Hermeto Pascoal, com quem tocou por mais de dez anos. Foi o compositor e multi-instrumentista alagoano que apresentou Nenê a um novo universo, comum a infinidade de ritmos brasileiros do Nordeste. Dedicado, o baterista anotava as novidades aprendidas com Hermeto em um caderno para não esquecer. Anos depois, já trazia na bagagem gravações e participações em discos e shows com o próprio Hermeto, como no antológico Ao Vivo em Montreaux (1979), com Egberto Gismonti, em Sanfona (1981), Milton Nascimento, em Clube da Esquina 2 (1978), e Elis Regina, em Falso Brilhante (1976). Nenê toca com o seu trio no Jazznos Fundos, em São Paulo, no próximo dia 17/09/2009. Atualmente, ele vive um período criativo extremamente fértil. Mesmo com Outono recém-lançado, Nenê já tem seis novas composições, que devem ser lançadas em 2010. “Sempre tenho músicas guardadas. É bom, pois tenho tempo para lapidar cada uma e, quando me ligam para gravar, é só ligar a máquina”, diz Nenê. • www.nene.art.br Melodias do Brasil - Identidade e Transformação
As raízes da música brasileira estão entre as mais profundas e férteis fontes de cultura do mundo. Compositores como Heitor Villa-Lobos recorreram a elas como fonte inspiradora e pesquisadores como Mário de Andrade documentaram-nas, disponibilizando-as para gerações de compositores vindouras. Heloísa Fernandes é um desses compositores. O trabalho de Heloísa já vinha sendo nutrido pelas raízes da música brasileira, como se ouve em seu primeiro CD, Fruto. Com um aguçado senso de modernidade e vitalidade rítmica, ela criou uma obra que causou surpresa tanto no Brasil como no exterior: os críticos aplaudiram a chegada de uma voz brasileira nova e original. No entanto, a intuição conduziu-a a pesquisas ainda mais profundas sobre as raízes musicais de seu país; para isso, ela voltou-se ao trabalho de Mário de Andrade e colaboradores. Andrade acreditava que os compositores brasileiros poderiam encontrar a alma do Brasil nas melodias de sua gente, e que estas melodias poderiam inspirar a criação de novos trabalhos. De 1936 a 1938, ele e seus colaboradores pesquisaram melodias de todas as fontes disponíveis e as transcreveram em papel, pois não havia equipamentos de gravação disponíveis. Em 1946 foi publicado Melodias Registradas por Meios Não-Mecânicos, um livro de 570 melodias que foi o primeiro material editado sobre folclore no Brasil. O livro trazia candomblé, maracatu, cateretê, samba, toada e muito mais. Para a fase seguinte de seu trabalho de composição, Heloísa organizou o projeto Melodias do Brasil, Identidade e Transformação. Ao longo dos doze meses que se seguiram, ela estudou a pesquisa de Andrade e colaboradores - analisando seus comentários, tocando suas transcrições de melodias e explorando uma ampla gama de outros arquivos folclóricos brasileiros. Deste processo ficou uma apreciação ainda maior pela força visceral, transformadora e diversa inerente ao folclore de seu país. De Melodias Registradas ela elegeu um grupo de melodias para servir de essência para composições novas. Sua transformação em obras originais mais uma vez surpreenderá as pessoas, pois não são típicas do modo como o folclore brasileiro costuma ser tratado pelos músicos contemporâneos: em vez de reproduzir cores, pulsação e ritmos fortes, Heloísa criou um mundo delicado e introspectivo. Arranjado, executado e gravado com os colegas Zeca Assumpção (baixo) e Ari Colares (percussão), esta coleção está sendo lançada no CD Candeias e apresentada pelo trio em seis apresentações no Brasil de agosto a setembro. O violeiro e compositor Ivan Vilela ofereceu refexões sobre a música no encarte do CD ilustrado por seu sobrinho, Fernando Vilela. Heloísa emergiu desses doze meses de estudo intenso e solitário com uma importante contribuição à música brasileira e um desejo revigorado de continuar compondo. Ela espera ter-se mantido fel ao objetivo de Mário de Andrade - que as melodias por ele documentadas tenham servido como catalisadoras de expressão musical original - e ao seu próprio objetivo - expressar os sentimentos que mais profundamente a tocam. www.myspace.com/heloisafernandes International Management Michael Grofsorean / Musica Extraordinaria +1.734.668.1526 - www.mognomusic.com www.ziriguidum.com Novo trabalho do violeiro traz contos e músicas inspiradas em lendas brasileiras
O livro é delicioso, flui com uma linguagem coloquial a prosa envolvente. Paulo se revela um grande contador de causos, levantando mitos do folclore e da mata brasileira. Apaixonado pela literatura sertaneja de Guimarães Rosa a ponto de ter se mudado para Urucuia no sertão mineiro, Paulo Freire une a sua prosa as modas de viola. Cada lenda contada ganha uma trilha sonora composta por ele especialmente para a história. A leveza de sua música traz jóias valiosas em sua simplicidade. Além do próprio Paulo passam pelo CD arranjos assinados por Nailor Proveta, Bocato, Léa Freire, Paulo Braga, Nenê, Ronaldo Saggioraro, Toninho Ferragutti, Valéria Bittar, Luiz Fiaminghi, Tuco Freire e músicos do grupo Sonax. Os créditos revelam também um time estrelar de músicos, ornando uma música rica em diversos ritmos populares e na tradição da viola. Com climas e nuances, Paulo Freire traz em sua música uma delicada relação com o texto. Percorrendo caminhos incomuns e utilizando instrumentos pouco convencionais, o violeiro traduz em música as doze histórias que conta com humor e grande dose de absurdo. Mas quem há de negar a realidade de uma história folclórica? Histórias que sobrevivem na tradição oral ganham nova e divertida releitura em prosa e música. Que se misturam, se encontram. Mas que também têm fôlego para existir independente. Enquanto os projetos mirabolantes inventam cruzamentos de mídias eletrônicas, Paulo Freire mergulha fundo na alma brasileira. Sua arte é rica e traz a verdadeira música do sertão, tão distorcida na mídia brasileira. Paulo Freire levanta a bandeira da cultura e mostra que o regional é rico, valioso como um rubi vermelho encontrado no meio de um rio. Boa música e dois dedos de prosa fazem de Nuá uma obra de arte antológica. Jornal do Brasil EMÉRITO CONTADOR de causos, o violeiro Paulo Freire mostra dias 10 e 11 de Julho, na sala Baden Powell, o livro/CD Nuá - As músicas dos mitos brasileiros. Entre eles, A dança dos Tangarás, Cabeça Voadora, Serpente emplumada, Teiú do jaraú e Curipira, contados e musicados por Paulo ao lado de outras feras, de Nailor Proveta, Bocato, Léa Freire, Nenê e Toninho Ferrahgutti. www.diariodopara.com.br
Posteriormente as musicou para o álbum nas companhias de Nailor Proveta, Bocato, Lea Freire e Toninho Ferragutti. Como resultado, obteve uma festa da melhor música brasileira instrumental / regionalista, até porque também embarcaram, na mesma viagem, Toninho Carrasqueira, Walmir Gil, François de Lima, André Mehmari e Guello. A luxuosa apresentação do lançamento pode até inibir um pouco sua procura. Livros-CDs, afinal, não estão nas prateleiras das lojas todos os dias. Mas o preço que vem sendo pedido não subiu. Tentem achá-lo. O Estado de São Paulo - Caderno 2 Com shows hoje (01/07) e amanhã (02/07), violeiro lança o livro e CD Nuá, que tem Bocato, Léa e Tuco Freire, Proveta, Toninho Ferragutti, André Mehmari e outros convidados
O Estado de São Paulo - Caderno 2 Saxofone Brasileiro registra os múltiplos papéis de um novato
blogdomauroferreira.blogspot.com Editado no formato de livro, no qual foi encartado o CD, Nuá tem edição viabilizada pelo selo Vai Ouvindo, do próprio Paulo Freire, e distribuída nas lojas pela Tratore. O livro traz o relato dos doze causos - Cunhado de Lobisomem, Curupira, Dona do Capeta, Serpente Emplumada e Cabeça Voadora, entre outros - que motivaram as composições dos temas, arranjados por nomes como Nailor Proveta, Bocato e Léa Freire. Nuá inclui também comentários da antropóloga Betty Mindline ilustrações de Kiko Farkas. Patrocinado pela Petrobrás, Nuá já é o sétimo álbum da discografia do violeiro Paulo Freire e o preço do CD-livro é R$ 22. www.blogacordes.blogspot.com
O CD tem arranjos de, entre outros, Léa Freire, Naylor "Proveta" Azevedo, Bocato, Paulo Braga e Toninho Ferragutti. Entre os músicos estão André Mehmari (piano), Guello (percussão), Toninho Carrasqueira (flauta) e Adriano Busko (bateria). Entre os temas A Dança dos Tangarás, O Segredo das Veredas, Cabeça Voadora, Fogoso e Dança do Capeta. O CD vem encartado em um livro no qual Paulo Freire retrata, em narrativas saborosas, como teve contato com cada uma das lendas. Vale a pena conhecer. Distribuição da Tratore: www.tratore.com.br - Site: www.paulofreire.com.br www.nacabeca.com.br Quinteto Vento em Madeira por: redação Abril 2009
O álbum Cartas Brasileiras acabou tornando-se um panorama da Música Instrumental Paulista Contemporânea, envolvendo mais de sessenta músicos em diversas formações, desde duo de voz e piano a Orquestra Sinfônica completa. Para abrir o CD, foi escolhida a a composição Vento em Madeira, que nos leva a um verdadeiro passeio pelo Brasil. Ficou um desafio: como transpor as novas composições, arranjos e orquestrações para uma formação com menos músicos, mas com as mesmas características? Nasceu o quinteto Vento em Madeira, formado pelo piano elegante de Tiago Costa, que contribui como compositor e arranjador; o contrabaixo preciso, fundamental e londrino de Fernando Demarco, que retorna ao Brasil após longa temporada morando na Europa; a bateria/percussão polirrítmica e criativa de Edu Ribeiro, que também contribui com composições. São essas madeiras que sentem o vento das flautas de Léa, dos saxes e flautas de Teco, ambos também compositores do projeto. O grupo revisita e homenageia mestres como Moacir Santos (Samba di Amante) e Nelson Cavaquinho/Amâncio Cardoso (Luz Negra). O Vento em Madeira quer fazer uma música popular e erudita, improvisada e estruturada, um tanto camerística mas com um pouco/bastante das ruas. Algo de aldeia e de global que, ao mesmo tempo em que valoriza nossa tradição vinda do século passado, aponta para um futuro em que atenção, concentração e responsabilidades serão requeridas. "Encontro de uma invisível e poderosa força como a do vento, atemporal, imaterial, com a sólida e enraizada estrutura da matéria/madeira que também o recicla e reoxigena, Yin/Yang, consonâncias e dissonâncias, vento e madeira". Formação: Lea Freire (flauta), Teco Cardoso (sax e flauta), Tiago Costa (piano), Fernando Demarco (contrabaixo) e Edu Ribeiro (bateria). Participação especial: Mônica Salmaso Dia 3 de maio, domingo, às 19h
www.ejazz.com.br Quinteto Léa Freire e Teco Cardoso - Vento em Madeira
Quando: 15 e 22 de Abril 2009 Formação: Léa Freire (flauta) Teco Cardoso (sax e flauta) Tiago Costa (piano) Fernando Demarco (contrabaixo) Edu Ribeiro (bateria). Local: Tom Jazz Av. Angélica, 2331 - Higienópolis - São Paulo SP Jazz Station - Arnaldo DeSouteiro's Blog Léa Freire: "Cartas Brasileiras" (Maritaca) 2006
Jazz Station - Arnaldo DeSouteiro's Blog Vinicius Dorin: "Revoada" (Maritaca) 2004
Diário do Nordeste Maritaca Quintet: desfalcado aqui do saxofonista (e fotógrafo) Teco Cardoso,
São três composições de Léa, cinco de Clausen e mais as releituras de ´Chega de Saudade´ e ´Retrato em Branco e Preto´. O belo encarte perde dois registros: ´Choro´ e ´If you wish´, momentos criativos um tanto díspares, em favor do jazz. Felizmente, ninguém precisa se preocupar, as bicicletas aquáticas que podem representar a imponderabilidade deste encontro circulam com a mesma naturalidade jazzística no ´Samba do Gui-Gui´, de Léa, ou em ´Cultura´, um maracatu sincopado e sofisticado ao samba, de Thomas. Temas enriquecidos pela identidade brasileira e pelo talento de todos. E tem ainda outras bossas, às vezes em um piano elétrico que tem mais cara de samba-jazz, muito jazz: da bossa novíssima ´Rabisco´ (dela) ao deliciosamente discreto ´Alegria´ (dele). Dá pra pedir um ´Bis a Bis´, atendendo à sugestão do choro de Léa. E esperar no festival... www.parana-online.com.br
De acordo com a diretora geral da 27.ª Oficina de Música de Curitiba, Janete Andrade, a receptividade do público demonstra que o resultado foi bastante positivo. “A participação do público foi excelente, os shows foram muito elogiados. Tivemos muitas programações simultâneas, e mesmo assim os espetáculos estiveram sempre lotados”, diz. Para o presidente da Fundação Cultural, Paulino Viapiana, a oficina é um dos eventos musicais mais importantes do País. Ele destaca que a organização da próxima edição começa imediatamente. “A direção do festival está atenta às novidades do universo musical. Buscar parcerias com outros festivais internacionais e ampliar as atividades da oficina junto à comunidade dos núcleos regionais de Curitiba também estão entre os projetos para janeiro de 2010”, adianta. No repertório das apresentações do concerto de ontem, estavam obras de vários segmentos da MPB. Através das músicas, alunos e professores puderam apresentar parte do trabalho que foi realizado durante as aulas bem como a evolução de seus talentos musicais. A apresentação com os músicos da segunda fase da oficina contou ainda com performances de alunos de viola caipira, piano, flauta, choro, conjunto instrumental, trombones e fandango.
“Improvisar com o arco de corda no contrabaixo não é moleza, é algo muito difícil. Literalmente os coloquei na fogueira com essa apresentação, mas como bons músicos, eles souberam administrar a pressão e fizeram um belíssimo concerto hoje (28/01)”, afirma o professor após apresentação de sua turma. O gosto pelos instrumentos musicais está no sangue da família Delor. Aos 12 anos de idade, Leonard Delor, filho do professor, diz que é um grande fã da música popular brasileira (MPB). “Já me apresentei em Capinas e São Paulo, a MPB e a música erudita são as minhas favoritas, sempre estão no meu repertório”, conta o jovem músico. Dentre as novidades desta edição estiveram vários professores estrangeiros que participaram do festival pela primeira vez: Bruno Borralhinho (Portugal), Laura Ruiz Ferreres (Espanha), Pierre Dutot (França), Marian Sobula (Polônia), Jacques Ogg (Holanda), Gabriele Mirabassi (Itália) e Nicola Krassic (França). Muitos brasileiros também estrearam como professores na oficina, entre eles Isaac Duarte, Fábio Cury, Alessandro Penezzi e Thiago do Espírito Santo. www.oficinademusica.org.br
Com uma carreira de sucesso, a flautista e compositora Léa Freire ouviu desde cedo os eruditos brasileiros, entre eles Guarnieri, Villa-Lobos, Radamés Gnatalli e Souza Lima, durante seus estudos de piano, quando também conheceu a obra de Bach, Debussy e muitos outros autores estrangeiros. Também se interessou pelo rock and roll e depois pelo jazz, passando pela bossa nova e pelo choro, conhecendo os caminhos dos vários ritmos brasileiros. Agora começa uma nova etapa: a de unir o popular ao erudito, o formalismo à improvisação, com sotaque brasileiro. A instrumentista já tocou com muita gente, como Alaíde Costa, Filó Machado, Nelson Ayres, Marlui Miranda, Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Yamandu Costa, Evandro (bandolim), Rosinha de Valença, Arrigo Barnabé, Itiberê Zwarg, Nenê, Nailor “Proveta” Azevedo, Nico Assumpção, Elton Medeiros, Manezinho da Flauta, Guilherme Vergueiro, Michel Freidenson, Thomas Clausen, Leny de Andrade, Bocato, Guello, Mozar Terra e muitos outros representantes das mais diversas tendências musicais. Léa lançou seu primeiro CD, “Ninhal”, em 1997 e, no ano seguinte, passou a integrar o grupo de Teco Cardoso, com o qual fez várias apresentações, no Brasil e no exterior. Em 2005 lançou os CDs “Antologia da Canção Brasileira vol. 1” e “Antologia da Canção Brasileira vol. 2”, em parceria com o trombonista Bocato, pelos quais recebeu cinco indicações da imprensa como melhor CD do ano e também como melhor show.
Atuou na música erudita como pianista em diversos recitais, integrando formações camerísticas na Orquestra Jovem do Estado. Paralelamente, desenvolve projetos ligados à música popular instrumental brasileira. Em 2001, participou do Prêmio Visa para instrumentistas, sendo uma das cinco finalistas. Ao lado do percussionista Ari Colares, desenvolve um duo que tem em seu repertório músicas étnicas, religiosas e da cultura genuinamente popular, além de composições próprias. Com o músico Benjamim Taubkin, participou do projeto “Pianos em Duo” e também atuou em programas de música instrumental, em parceria com Caíto Marcondes e Teco Cardoso. Em 2004, Heloisa lançou seu primeiro CD, “Fruto”, em trabalho autoral que também inclui arranjos para temas de Pixinguinha e Caetano Veloso. O título da gravação se justifica na procura de formas e texturas que descrevem não só a unidade musical, mas também toda a carga imaginária, abstrata e emotiva que a música carrega. 27ª Oficina de Música de Curitiba Espetáculo com Léa Freire (flauta) e Heloisa Fernandes (piano) Local: Teatro da Reitoria (Rua XV de Novembro, 1.299) Data e horário: 20 de janeiro de 2009 (terça-feira), às 21h Ingressos: R$10 ou R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível) gratuito para alunos da Oficina As fotos da Oficina de Música estão disponíveis no endereço: http://www.flickr.com/photos/oficinademusicadecuritiba_2009 Outras informações estão disponíveis nos sites: www.oficinademusica.org.br www.fccdigital.com.br http://oficinademusicadecuritiba.blogspot.com http://twitter.com/oficinademusica http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=74808357 http://www.youtube.com/oficinademusicacwb
zemaribeiro.blogspot.com
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Cerca de 400 pessoas ficaram fascinadas com o tom que o Maestro Gil Jardim, à frente da orquestra, deu às obras de Camargo Guarnieri, Darius Mihaud, Lea Freire e, principalmente, à música de Heitor Villa-Lobos. Os instrumentos de corda, acompanhados do saxofone de Marsalis, tocaram em perfeita harmonia. Na segunda parte do show, a entrada de instrumentos de percussão marcou o casamento perfeito entre a suavidade da música clássica e os ritmos mais dançantes. Até mesmo o velho conhecido pandeiro mostrou porque a música brasileira é tão apreciada no mundo inteiro. Junto dele, uma cuíca para mostrar o típico suingue Brasil. Enquanto isso, a percussão se fazia cada vez mais presente, como numa animada marcha. Trabalho musical incansável A Filarmonia Brasileira foi instituída em 1994. Sob a direção artística de Gil Jardim, ganhou rapidamente notoriedade a nível nacional. Isto se deu pela qualidade do trabalho, especialmente pela preservação da obra de Villa-Lobos. Jardim criou a Filarmonia Brasileira com o intuito de explorar a fusão de elementos étnicos e eruditos, tradição tão presente na música brasileira. Vencedor de três Grammy (Oscar da música), Marsalis possui um interesse musical diversificado, que vai do jazz ao blues. Seu projeto musical inclui a música clássica. Em 2002, fundou o selo musical Marsalis, com o objetivo de produzir seus próprios trabalhos e de divulgar novos talentos. O Lehman Center é apoiado pelo New York City Department of Cultural Affairs e pelo New York State Council on the Arts.
A Orquestra Philarmonia Brasileira realizou, a convite da Columbia Artists Management Inc. (CAMI) "29 de setembro a 10 de novembro", uma tournée pelos Estados Unidos, tendo como solista o saxofonista Branford Marsalis, um dos mais renomados saxofonistas americanos da atualidade. "...Freire's "Vento em Madeira," with its infectuous beat and big band ambiance, sent Marsalis and the orchestra to their respective jazz and Brazilian roots." (The Birmingham News - "Marsalis, orchestra bring tour to finale)" Sua opinião é importante ! Peço que colaborem no preenchimento e distribuição aos seus conhecidos do questionário abaixo referente ao nosso movimento sobre a volta do ensino de música nas escolas. Observem que ele é dirigido a todo e qualquer cidadão: www.queroeducacaomusicalnaescola.com/questionario Este é um momento oportuno para lançarmos uma PESQUISA DE OPINIÃO sobre nosso movimento/objetivo Quero Educação Musical na Escola. O Estado de São Paulo - Caderno 2 Músico recebe convidados como Léa Freire, Izaías e Edson
Léa Freire (flauta), Edson Alves (violão de 6 cordas), Edmilson Capelupi (violão de 7 cordas), Izaías Almeida (bandolim) e Edu Ribeiro (bateria) estão entre os dez eleitos para estes shows, que vão ser gravados e sairão em CD no ano que vem. Diante da grande quantidade de material pesquisado, Proveta selecionou temas “que têm alguma representatividade dentro da idéia do projeto”. Isto não significa que as composições sejam as mais conhecidas dos homenageados. O repertório inclui raridades de K-Ximbinho (“trem de partida do projeto”), como Meiguice e Tô Sempre Aí, Zequinha de Abreu (Casar Não É Casaca), Minha Gente (Pixinguinha), Vibrações (Jacob) e Caçador de Borboletas (Gnattali). Em alguns momentos, o show também terá uma roda de choro tradicional, mas a idéia central é misturar o regional com a sonoridade das bandas de coreto, foco do trabalho de Proveta que antecedeu a este, Tocando para o Interior. “Esse disco começou a me remeter um pouco mais para a questão da composição e também da origem que a gente busca”, diz o músico.“Quer dizer, o choro é um gênero bastante antigo, mas ao mesmo tempo tem uma relação muito forte com os músicos que vieram das bandas de coretos.” Aformação de Proveta que veio de Leme, interior de São Paulo, para a capital e aqui criou a fabulosa Banda Mantiqueira equilibra essas referências, e quando ele reúne K-Ximbinho e Jacob do Bandolim no repertório refere-se à própria história dele, cruzada com a dos dois homenageados. “O som lírico do choro me cativa muito. E quando você mistura isso com a gafieira e acha alguns músicos que têm essa linguagem que poucos têm hoje, acho muito bonito.” O grande segredo, para ele, com músicos desse naipe, é saber “como não deixar a música com sabor requentado”. Serviço Folha de São Paulo
1 Folha - Como se deu sua aproximação com a música brasileira? www.revistabrasileiros.com.br O músico Arismar do Espírito Santo comemora o sucesso de Cordas à Solta
No primeiro dia o mote foi "À interpretação", descrito por Arismar como "o dia da delicadeza, valsas, choros e baiões reunidos em um concerto de ricos melodistas". No dia seguinte, imperou "À diversidade", a soma de timbres e temas criados no ato, junto à releitura de clássicos da música do Brasil. Em "À atitude", um encontro de jovens músicos com composições próprias e outras já consagradas tomou conta do domingo, Dia dos Pais. "Nada melhor do que comemorá-lo aqui, entre amigos, músicos e meu filhão." Contradizendo o dito popular de que em casa de ferreiro o espeto é de pau, Thiago Espírito Santo, 27 anos, é baixista, compositor e violonista, e filho de Arismar com a pianista Silvia Góes. Já é considerado um dos expoentes da música instrumental brasileira, tendo tocado com Hermeto Pascoal, Yamandú Costa, Hamilton de Hollanda e Dominguinhos. www.radio.usp.br Tema: Lançamento do CD "Waterbikes" - Maritaca Quintet. Ouça! Prestigie!
"Trabalho pautado pela sutileza e por detalhes que fogem do óbvio" - Jornal do Brasil Programa " VISITA VIP " Lupércio Tomás Rádio USP FM 93,7 MHz - www.radio.usp.br Jornal de Londrina CD lançado pelo Maritaca Quintet revela como a música brasileira
Em pouco tempo o dinamarquês estava íntimo da música brasileira, tanto que formou o Brazilian Trio com Fernando De Marco (baixo) e Afonso Correa (bateria). Depois de passar por todo o espectro do jazz e tocar com Miles Davis, Dizzy Gillespie, Stan Getz, Chet Baker, Joe Henderson e Dexter Gordon, entre outros, Clausen tornou-se um apaixonado pelo Brasil. Para se ter uma idéia, Clausen é daqueles músicos que passam 14 horas em cima do piano, sai para escarafunchar discos em sebos, tem uma formação sólida e ficou impressionado com a harmonia brasileira, com a quantidade de acordes que utilizamos em um único compasso. Em uma de suas viagens para cá, conheceu os instrumentistas Léa Freire (flauta) e Teco Cardoso (saxofone). A integração musical veio com a amizade, surgindo o Maritaca Quintet. O primeiro disco do grupo está saindo no Brasil pela Maritaca (www.maritaca.art.br). Waterbikes foi gravado em 2006 na Dinamarca e se destaca, logo de cara, pela ambientação. Os técnicos do Sun Studio fizeram uma engenharia de som tão apurada que os retoques digitais, comuns na masterização, foram desnecessários. “A música instrumental de qualidade fica às vezes meio perdida, se esgota por falta de misturas, e a música brasileira ainda está se formando, é um campo enorme de descobertas”, explica Léa Freire, em entrevista por telefone. Waterbikes é um disco de jazz ancorado por ritmos brasileiros e melodias que visitam do choro à bossa nova. Ouvindo, é muito difícil distinguir as músicas de Thomas Clausen do restante do repertório. Trata-se de um músico que não se comporta como um gringo no samba, apresentando um domínio surpreendente de nossa linguagem musical. “A música brasileira não tem registro gráfico, partituras, não tem nada explicado, é um desafio enorme. Os grandes músicos de jazz adoram isso, construir um desafio dentro de uma base que está se movimentando”, comenta Léa Freire. Waterbikes é justamente o reflexo desse movimento, da improbabilidade de músicos dinamarqueses e brasileiros se encontrarem no universo do choro, do samba, da valsa, compreendendo-se em uma linguagem difícil e ao mesmo tempo rica e espontânea. Ao unir dois mundos, o Maritaca Quintet cria um terceiro, universal para os ouvidos. Folha de Londrina 'Waterbikes', o primeiro CD do quinteto Maritaca, une a criatividade de um grupo de músicos
O texto de apresentação de ''Waterbikes'' (Bicicletas D'Água) quase que dispensa apresentações. O CD é o primeiro do Maritaca Quintet, que celebra a união de Léa Freire, Teco Cardoso e o dinamarquês Thomas Clausen Brazilian Trio, gravado em apenas três dias de junho num estúdio de Copenhague. O álbum traz sambas, maracatu e choro, além de composições de Tom Jobim. Uma mistura afinadíssima de três visões muito distintas do Brasil: o olhar estrangeiro de Clausen, o olhar saudoso de Afonso Corrêa e Fernando De Marco, brasileiros que moram no exterior, e o olhar atento de Teco e Léa, que vivem, tocam e criam no País. Mas afinal, quem é essa gente talentosa? Thomas Clausen é sinônimo do melhor jazz da Europa. Tem 16 discos gravados e já tocou com Miles Davis, Joe Henderson, Stan Getz, Dizzie Gillespie e Chet Baker. Arranjador e compositor da Orquestra Sinfônica de Copenhague, é um apaixonado por música brasileira. Em 97 ele formou o Thomas Clausen Brazilian Trio, com o baterista Afonso Corrêa e o contrabaixista Fernando De Marco. Ele assina metade das faixas do CD, inclusive um chorinho que faz a gente jurar que ele é brasileiro. Léa Freire é flautista. Junto com o saxofonista Thomas Clausen, uniu-se ao Trio para uma turnê pelo Brasil e Europa, em 2006. Foi assim que surgiu o Quinteto Maritaca. Compositora, Léa trabalhou com Alaíde Costa e Arrigo Barnabé. Ela tem três músicas no CD, inclusive a faixa que abre o disco, ''Samba do Gui-Gui'', que cativa a gente logo nos primeiros acordes. Cardoso é integrante do grupo Pau-Brasil e já tocou com Edu Lobo, Joyce, Hermeto Pascoal e João Donato.O quinteto faz uma releitura de ''Chega de Saudade'', de Tom Jobim, com destaque para as flautas de Léa e Cardoso, que dão uma roupagem quase etérea para a famosa bossa-nova de Tom Jobim. Outra música que está quase irreconhecível é ''Retrato em Branco e Preto'', de Jobim e Chico Buarque, com Clausen no piano e Léa na flauta. Diferente, mas ainda maravilhosa. O trabalho é sofisticado, mas simples. Os instrumentos não se ''trombam'', não se confundem nem atrapalham. A harmonia entre o piano de Clausen e as flautas, contrabaixo e bateria dos brasileiros é perfeita. Parece coisa nativa, com uma roupagem européia. Criativo como nós, elaborado e bem acabado como eles. Só não dá para entender de onde surgem as bicicletas. Mas também, com um som desses, quem liga para as bicicletas? Jornal O Estado de Maranhão
Divididos cronologicamente, por assunto, os quatro discos da primeira caixa, Benê, o flautista, são Grupo Gente do Morro, Benê & Pixinga e o Regional de Benedito Lacerda (partes I e II) e apresentam várias facetas da obra do “flautista, cantor, chorão, compositor, sambista, carnavalesco, arranjador, polêmico, político, empresário, fazedor, idealista, criador, financista, patrão, letrista, fumante, sindicalista, o branco d’alma preta”. Benedito Lacerda está para Pixinguinha como Vadico está para Noel Rosa. A primeira relação é injusta: foi Benê, a intimidade que a caixa nos dá, quem tirou Pixinguinha do ostracismo, num dos vários episódios que o luxuoso libreto de 90 páginas traz: Pixinguinha, alcoólatra e com as mãos trêmulas, já não tinha embocadura para a flauta, seu instrumento de origem. Foi tocar saxofone e um “contrato” com Benedito Lacerda os levaram a assinar juntos todas às músicas compostas por um ou outro, dali em diante. A Benê restou à fama de “ladrão” de músicas, quando eles inauguraram um modelo que se tornaria comum com outros nomes importantes da música como Lennon e McCartney ou Roberto e Erasmo Carlos.Tendo vivido apenas 55 anos, Benedito Lacerda (1903-1958) é, sem dúvida, importantíssima figura resgatada neste projeto patrocinado pela Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Gravou com todas as grandes estrelas da música popular brasileira da época e tocou em mais de mil gravações, entre autor e intérprete. 83 faixas integram os quatro discos desta primeira caixa. Tendo sido provavelmente o primeiro empresário da música brasileira, enxergando a música como profissão e acabando, por exemplo, com a figura do bêbado no regional, do músico desalinhado ao se apresentar em programas de rádio ou shows - como bem gostava de frisar Jacob do Bandolim -, Benedito Lacerda tem sua obra reeditada de forma pouco preocupada com o mercado: para os produtores, há a necessidade de despertar o interesse dos jovens pela música brasileira, independentemente da idade desta, mas há o interesse em preservar essa obra. Homero Lolito, engenheiro de som que conduziu o tratamento técnico das gravações que compõem “Benê, o flautista”, explica que “optou-se por manter a máxima integridade sonora dos instrumentos e das vozes originais. (...) Então optamos pelo chiado”. O projeto de resgate da obra musical de Benedito Lacerda deve ter continuidade em breve, com o lançamento das outras duas caixas, “Benê, o criador” e “Benê, o fazedor”, abordando outras facetas deste importante, curioso e polêmico personagem da música brasileira. www.ig.com.br
O pianista dinamarquês Thomas Clausen conta com uma sólida carreira na Europa com 16 discos lançados. No Brasil, o músico se apresenta no formato de quinteto, batizado de Maritaca. No grupo estão Afonso Correa (bateria), Fernando de Marco (contrabaixista), Teco Cardoso (saxofone e flauta) e Léa Freire (flauta). A apresentação conta com composições próprias, além de músicas de Léa Freire, Tom Jobim e Vinícius de Moraes. O projeto Sesc Instrumental é dedicado à música instrumental em suas diversas vertentes e acontece periodicamente nas unidades do Sesc em São Paulo. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do Sesc Paulista uma hora antes do início. Clique aqui para assistir ao vivo ao show, que será transmitido em tempo real a partir das 19h. Depois da apresentação, o pianista participará de um bate-papo com os internautas, das 20h às 21h. www.ejazz.com.br SESC Avenida Paulista
Sesc Avenida Paulista Léa Freire une-se ao dinamarquês Thomas Clausen no Maritaca Quintet
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